
botequim.pt
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Raul B. Gomes
Visconde de Ferreira vive num porão
— Olhai-me para isto! — exclamei erguendo o candeeiro na treva dos depósitos do Museu Nacional de Arte Antiga, onde o ar cheira a glórias defuntas. Caminho devagar, tropeçando em molduras douradas que se amontoam nestes corredores sem fim, um labirinto de tábuas e lona que sufoca o génio. — Olhai para este Retrato do Primeiro Visconde de Azevedo Ferreira, empilhado como um móvel velho. O mestre Columbano deu-lhe a alma entre 1881 e 1883, fixando nesse óleo a dignidade. Passo a mão pela tin ta de dois séculos: É admirável a nossa queda para o desperdício. Esta é a obra é amais emblemática do chamado "Museu que não se vê", condenada ao limbo das reservas, porque o Portugal oficial não tem paredes... não decência para a expor.
O meu infeliz Visconde desvanece longe dos portugueses, amordaçado pela falta de espaço permanente, porque somos um povo que guardamos o génio na despensa, ao lado das vassouras.
O Visconde foi condenado a viver num porão, à espera que alguém acenda uma chama no nosso deserto valoroso

Como aprender mandarim
Aprender mandarim tornou-se essencial perante a ascensão da China a potência dominante e líder do comércio global. Sendo a língua de negócios do futuro, o seu domínio oferece uma vantagem estratégica única no acesso a mercados e tecnologias de ponta. Mais do que comunicação, é a chave para compreender a nova ordem económica mundial. Investir neste idioma é garantir competitividade num mundo que gravita cada vez mais em torno de Pequim.
Andrew: o agente secreto ao serviço dos isra3litas?
Jack Lang implicado no Caso Epstein
PM Britãnico continua sob Pressão
Inteligências também no Caso Epstein
Isra3l começa a ser ligado a Caso Epstein
Eduard Snod3n e Natanson
Os maiores pecados do Washington Post
O "pecado" que conduz à morte anunciada do Washington post foi a perda da coragem combativa que definiu o jornal nos anos 1970, trocando-a por uma postura de "gestão de danos" corporativa sob a era de Bezos.
O Caso Snowd3n no Washington Post remete para um dos debates éticos mais intensos do jornalismo moderno: o equilíbrio entre a segurança nacional e a proteção de fontes. O erro apontado por críticos e pelo próprio Snowd3n ao Washington Post (em comparação com o The Guardian) não foi a revelação direta da sua identidade, mas sim a hesitação e a gestão do sigilo no início do processo.
Quando Snowden (que usava o pseudónimo "Veraxx") contactou o jornalista Barton Gellman do Post, ele exigiu que o jornal publicasse o código completo do programa PRISM e garantisse a publicação em 72 horas. O conselho jurídico do Washington Post hesitou, temendo represálias legais do governo Obama.
O "Pecado": Snowd3n sentiu que o jornal estava a ser demasiado cauteloso e "submisso" às pressões do governo, o que o levou a entregar o material também ao The Guardian (Glenn Greenwald), que foi muito mais agressivo. Houve críticas severas à forma como o Post comunicou inicialmente com a fonte. Snowd3n enviou e-mails cifrados, mas o jornal, em certos momentos, utilizou canais que não eram 100% seguros.
No mundo da espionagem, revelar uma fonte não é apenas dizer o nome dela, mas sim deixar um rasto digital (metadados) que permita ao governo chegar lá. O "pecado" foi a falta de preparação tecnológica para lidar com uma fonte daquele calibre.
O Caso Snowd3n no Washington Post remete para um dos debates éticos mais intensos do jornalismo moderno: o equilíbrio entre a segurança nacional e a proteção de fontes. O erro apontado por críticos e pelo próprio Snowd3n ao Washington Post (em
comparação com o The Guardian) não foi a revelação direta da sua identidade, mas sim a hesitação e a gestão do sigilo no início do processo.
O filme "Snod3n" com Oliver Stone

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Hannah Natanson - "Nova" Crise
O FBI invadiu recentemente a casa da repórter Hannah Natanson. O "pecado" aqui, segundo o sindicato dos jornalistas, foi o jornal ter permitido (ou não ter conseguido impedir) que o governo identificasse o leaker do Pentágono, Aurelio Perez-Lugones, através da análise de dispositivos da própria jornalista que não estariam devidamente protegidos.
No Watergate, o Post protegeu o "Garganta Profunda" por 30 anos. No caso de fontes modernas (como Snowden ou leakers do Pentágono), o "pecado" é a perda dessa proteção absoluta, seja por pressão de advogados, por falhas de segurança informática ou por acordos de bastidores com o Departamento de Justiça para evitar multas pesadas.
Snowd3n vive na Rússia
Edward Snowd3n é um ex-analista da CIA e contratado da NSA que, em 2013, denunciou programas de vigilância global em massa dos EUA, revelando a monitorização de comunicações de cidadãos e líderes mundiais.
Após divulgar documentos confidenciais ao The Guardian e The Washington Post, recebeu asilo na Rússia, onde permanece, sendo considerado um traidor pelos EUA e um denunciante (whistleblower) por defensores da privacidade.
9 países com bombas nucleares, incluindo Paquistão e Isra3l
Estes países testaram armas nucleares antes de 1967 e são os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos: O primeiro país a desenvolver e o único a utilizar armas nucleares em guerra. Rússia: Herdou o vasto arsenal da União Soviética; detém atualmente o maior número de ogivas do mundo. Reino Unido: Mantém uma força de dissuasão baseada exclusivamente em submarinos (sistema Trident). França: Possui um arsenal independente, focado na doutrina de "dissuasão estrita".
China: Tem expandido e modernizado o seu arsenal rapidamente nos últimos anos. Índia: Desenvolveu o programa em resposta a ameaças regionais; realizou testes declarados em 1974 e 1998. Paquistão: Iniciou o seu programa como contrapartida direta ao arsenal da Índia. Coreia do Norte: O único país a retirar-se do TNP para realizar testes nucleares (o primeiro em 2006) significativo.

Isra3l: Mantém uma política de "ambiguidade opaca". Nunca confirmou nem negou ter a bomba, mas é amplamente aceite pela comunidade internacional e serviços de inteligência que possui um arsenal

Museu Nacional de Arte Antiga
O mistério do Inferno sem nome
Raul B. Gomes
Nas caves do Museu Nacional de Arte Antiga, onde o tempo estagna e se mistura com o bafo dos séculos repousa um pesadelo de madeira titulado de Inferno de autor anónimo. É um painel feito de sombras e de gritos mudos, que sobreviveu à destruição, para que a nossa dor não se perca num deixa-andar. Olho para aquelas figuras contorcidas e vejo nelas um lado da vida: o lodo do pecado e o esterco do suplício, pintados com a precisão de quem conhece o bicho que nos rói o intímo. Ali, o diabo é um funcionário da agonia, organizando o caos com a paciência fria de quem espera por todos nós. O quadro é um farrapo de alma quinhentista, uma janela aberta
para um abismo de luz baça e carne condenada que o museu guarda no silêncio de uma lousa. A assinatura não existe, porque a dor não tem nome; é apenas um rasto de fumo que ficou preso nos espinhos do caminho. Somos todos esses fantasmas, à espera de um amanhecer que naquele inferno nunca chega a romper. Escrever sobre este painel é um esforço contra a loucura, perante o ruído do nada que sobe das caves. Naquelas profundezas, a morte não reconcilia, apenas observa, enquanto a eternidade nos esmaga com o seu peso de pedra e mistério. Em quinhentos anos nada mudou e no futuro nada mudará.
Quem são os grandes escritores do Irão
A literatura é a espinha dorsal da identidade persa, actual Irão, em em qualquer casa iraniana, desde a mais humilde à mais abastada, há um exemplar de o Divan de Hafez (século XIV).Hafez de Shiraz não é apenas um poeta; é um oráculo. Os iranianos praticam o Fal-e Hafez, abrindo o seu livro ao acaso para ler o destino. Ferdowsi é o outro pilar, autor do Shahnameh (Livro dos Reis), a epopeia que salvou a língua persa da extinção.
Atualmente, há vozes que dominam as tabelas de vendas e a atenção internacional: Marjane Satrapi: A sua novela gráfica Persepolis é, sem dúvida, a obra de origem iraniana mais lida e popular em todo o mundo nas últimas décadas.
Zoya Pirzad: Extremamente popular no Irão, especialmente entre o público feminino, pela sua escrita delicada sobre a vida quotidiana e doméstica (ex: I Will Turn Off the Lights). Reza Amirkhani: Um dos autores mais vendidos dentro do Irão atual, conhecido por obras que exploram temas sociais e religiosos com uma linguagem moderna. Em resumo escolhemos para a alma Hafez, para o intelecto Sadegh Hedayat. pela grandiosidade Mahmoud Dowlatabadi.

O Mais Influente da Prosa Moderna
Na literatura moderna e daquele que definiu o romance iraniano contemporâneo, o nome é Sadegh Hedayat (1903–1951). A sua obra-prima, A Coruja Cega (The Blind Owl), é considerada o melhor romance iraniano de sempre. É uma obra sombria, surrealista e existencialista que influenciou todas as gerações seguintes. Hedayat é para o Irão o que Kafka é para o Ocidente.
O "Gigante" Vivo e candidato a Nobel
O escritor vivo mais respeitado e frequentemente apontado como candidato ao Nobel é Mahmoud Dowlatabadi. É o autor de Kelidar, um romance épico de 10 volumes (mais de 3000 páginas) sobre a vida rural e a luta de um herói nómada. Dowlatabadi é amado pela sua escrita densa, realista e profundamente ligada à terra e ao povo iraniano.
"Eu desligo as luzes" Zoya Pirzad
Zoya Pirzad (iraniana-arménia) é uma das vozes mais delicadas e influentes da literatura iraniana contemporânea. A sua obra, escrita de forma simples e quase minimalista, foca-se no quotidiano invisível das mulheres, explorando as tensões entre os desejos individuais e as pesadas expectativas sociais.

O seu estilo é comparado ao de um "haiku": não se perde em grandes dramas épicos, mas encontra a alma nas pequenas coisas — o cheiro do café, o barulho das crianças, o silêncio de uma casa arrumada.
A sua obra-prima, Eu Desligo as Luzes (publicada em Portugal como Coisas que Deixámos por Dizer), retrata Clarice, uma dona de casa em Abadan nos anos 60, cujo mundo interior começa a despertar através de pequenos detalhes do dia a dia.
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Eu Desligo as Luzes
"Entrei e tranquei a porta atrás de mim. Em Abadan, ninguém trancava a porta a meio do dia; eu só o fazia quando queria ter a certeza de que estava sozinha. O meu gosto pela autocrítica fez-me questionar isto mais do que uma vez: o que tem o trancar da porta a ver com o estar sozinha? Ao que eu respondia sempre: não sei. Encostei-me à porta e fechei os olhos. Depois da luz intensa e do calor lá fora, e do barulho das crianças, o claro-escuro fresco e silencioso da casa era adorável. Deixei-me ficar ali, sentindo a paz das coisas imóveis, como se o tempo pudesse parar apenas porque eu assim o decidi."

É urgente passar-a-palavra
Moita Flores: Chão coalhado de dor

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Envelheci com a crença de que, um dia, todos haveríamos de ser iguais e felizes. Foi um sonho não resolvido. Continuo a passar por este dia, que evoca mulheres em luta, e sinto que esta caminhada com mais de um século trouxe grandes conquistas, embora o chão esteja coalhado de dor e sofrimento. As mulheres-coisa do Afeganistão, as mulheres viúvas de Gaza, as mulheres com fome de África, as mulheres amordaçadas do Irão, as mulheres de tantos lugares da Terra, explorada, martirizadas, sujeitas à mais cruel servidão, dizem-me que este Dia é um sonho não realizado. Continua a ser uma procissão dolorosa para tantos milhões que sinto que não irei assistir a esse dia de igualdade plena. De sermos irmãos. Deixo-te um abraço, minha irmã. Com a esperança de que este Dia deixe de fazer sentido. (trazido para passar-a-palavra do face de Moita Flores)
Quai d' Orsay, Paris:
os jovens sabichões
Uma jovem sentou-se ao meu lado num banco corrido do Museu d'Orsay, ao mesmo tempo que um pombo entrou inesperadamente por uma claraboia do museu e pousou, manso, sobre a moldura dourada do Renoir. Eu sacodi a manga do casaco e disse-lhe:

- Vê, minha menina, como a luz ali não é tinta, mas o próprio hálito da vida? E a estudante respondeu: - É mais do que luz, senhor. Olhe a psicologia daqueles rostos no baile; Renoir não pinta corpos, ele pinta a euforia de quem esqueceu a morte por um instante. - e eu suspirei, olhando as manchas de sol: - A menina tem olhos de ver. Renoir disseca a alegria com a mesma precisão com que outros dissecam a dor. A jovem sorriu, apontando para o centro da tela: - Cada pincelada é um batimento cardíaco, uma negação da sombra que nos habita. - E eu murmurei: - Sim, porque no fundo de cada cor alegre, ele escondeu a nossa fome eterna de sermos felizes. - E ficamos imóveis e eu pensei, já não no quadro, mas nos jovens hoje. São diferentes, porque podem viajar e por isso já conhecem melhor a vida. Raul B. Gomes
Vergonha
Mário Centeno, fingindo ser o Padre António Vieira
14.331 euros de reforma aos 59 anos

Mário Centeno, que finge ser um Padre António Vieira dos tempos modernos, pregava o rigor e das contas certas, mas acabou num lapidar truque de magia: reforma-se aos 59 anos com uma pensão de 14.331 euros mensais.
Quis ser primeiro-ministro pelo Partido Socialista e construtor de uma nova sede para o Banco de Portugal, que custaria 200 milhões de euros.
E agora reforma-se com uma pensão que é um insulto aos portugueses. Ja não bastava Jardim Gonçalves que chegou a ter uma pensão de quase 170 mil euros, que o tribunal reduziu para os actuais 67 mil euros mensais.
Construímos um Portugal de dois andares: um piso para o povo, com a austeridade e o prolongamento da idade ativa; outro piso para os políticos de topo, com as regras especiais e as pensões de marajá, antes de chegarem aos sessenta.
Como diria o Ricardo Araújo Pereira, isto é gozar com quem trabalha. E ainda nos queriam a bater palmas às suas capacidades. Victor D. Silva
José Marques Vidal
resume 'O Herói Esquecido'
"Recriar a história de um ser humano desaparecido há quase século e meio, que com 16 anos começou a combater no Rossilhão, depois nas Invasões Francesas e na Guerra Civil entre Miguelistas e Liberais é um bico-de-obra, porque a realidade de uma vida aventurosa e sedutora, pois casou quatro vezes, supera sempre a imaginação a quem procura suprir-lhe as lacunas pelo recurso à inventiva.
Motivado pela recta intenção de retratar um herói do povo do meu concelho, ignorado pela História que é fértil em bajular os grandes e esquecer as massas anónimas que lhe sustentam a glorificação, corri o risco de, levado pela imaginação, deturpar os passos e sentimentos reais da vida de João Ferreira de Vasconcelos, que teria sido homem de muitas mais virtudes do que as que lhe atribuo na pele de João do Préstimo."

O afável director da Judiciária
José Marques Vidal prepara-se para lançar "O Herói Esquecido", uma obra que promete resgatar do silêncio figuras e episódios cruciais da nossa história. Fora dos holofotes, Marques Vidal foi sempre um homem afável, mas no terreno revelou-se um estratega empenhado no combate ao crime sem tréguas. O antigo diretor da Polícia Judiciária somou polémicas, é certo, mas fê-lo sempre com uma clareza rara, sem nunca se esconder atrás de jogos de palavras.
Fui a Paris para ver Renoir
Fui visitar de propósito o Museu d'Orsay, em Paris, para ver o quadro "O Baile no Moulin de la Galette", de Renoir, que tanto me apaixona, até porque o museu faz 40 anos desta casa de luz. Que tempo este, em que a matéria se faz claridade! A obra é o coração de "Renoir e o Amor", onde o mundo parece uma manhã eterna.
Em Montmartre, o povo dança sob um sol que pinga das árvores, criando manchas de ouro na carne e nos trapos. É uma modernidade alegre, de pincelada fluida, celebrando o baile e a vida no seu 150.º aniversário.
Mas, entre tanta claridade, espreita a sombra. "O Desesperado" de Courbet, vindo de mãos privadas, olha-nos com olhos de abismo. Tu sentes o contraste?De um lado, o riso que flutua no ar de Paris; do outro, o grito mudo de um homem que se rasga.
O museu é este lugar onde o contentamento se cruza com a dor mais funda, oferecendo-nos a angústia de um e o esplendor de outro. Vós que passais, vede como a tinta ainda pulsa, quente e terrível.
J.P.Saragoça

Miguel sujeito a terapia anti-gay
Nos últimos dias, o país foi novamente confrontado com a história do Miguel Salazar e com o seu relato corajoso sobre os maus-tratos físicos e psicológicos

que sofreu às mãos de sua mãe, Maria Helena Costa, ideóloga e dirigente do Chega.
Miguel foi submetido a "terapias" de conversão, como se a homossexualidade fosse uma doença que é preciso tratar. Em 2024, Portugal deu um passo importante ao proibir estas práticas. Hoje, no plenário do Parlamento Europeu, será debatida a proibição das terapias de conversão na União Europeia.
Este debate nasce através de uma iniciativa de Cidadania Europeia, que recolheu mais de um milhão de assinaturas contra estas "terapias".Porque ninguém precisa de ser "curado" ou deve ser punido por ser quem é.
Porque dignidade não se negocia.Porque os direitos humanos não têm fronteiras.Quando há direitos humanos em risco, são os direitos de todos que estão ameçados.
Duas dramáticas grandes reportagens sobre retirada abusiva de crianças
e o resultado?


O Presidente da República António José Seguro condenou firmemente o governo isra3lita por ter impedido o Patriarca de Jerusálem de celebrar missa na Igreja do Santo Sepulcro, classificando-o como um facto sem precedentes. Esta reação oficial sugere que o governo português poderá adotar no futuro uma atitude política crítica face a Isra3l.
Ao defender a liberdade religiosa como pilar democrático, o Estado sinaliza que não tolerará violações ao direito internacional. Esta posição demonstra também uma clara continuidade na proximidade à Igreja Católica, tal como sucedeu no mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.
A condenação do procedimento de Isra3l coloca também o presidente na rota das posições assumidas por Espanha.
O incidente serviu para clarificar que presidente português prioriza a proteção do património espiritual e os direitos das comunidades religiosas.
Os meninos assassinados
em Gaza, Líbano e Irão
não ressuscitaram



ver no Youtube


O elogio da estupidez de Felipe de Melo
O caso Eva Cruzeiro: do insulto do Chega à distração do PS
A loucura está à solta na Assembleia da República e o caso da deputada Eva Cruzeiro é o exemplo mais evidente. Um deputado do Chega, Filipe Melo, decide mandar uma deputada "para a sua terra", por causa da sua cor de pele e a resposta do sistema foi um insulto aos eleitores portugueses.
Em rigor, o deputado Felipe Melo tem estado associado a vários comportamentos muito censuráveis. Por exemplo, os beijos para Isabel Moreira, em plena sessão da Assembleia da República.
Por causa do vai para a tua terra, Eva Cruzeiro, deputada do Partido Socialista, acusou o deputado do Chega de racismo e xenofobia. E o que faz a comissão parlamentar nomeada para o assunto? Sancionou Eva Cruzeiro, por considerar a resposta da deputada "desapropriada".
Pior, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista afirma agora que votou por distração a favor da sanção, contra a deputada. Foi "por engano".
E elogio da loucura do Chega já contaminou o Partido Socialista. josé ramos e ramos
O triunfo da indiferença
durante 120 meses de copo na mão
Saramago foi celebrado no Largo dos Bicos e depois? Acabou!

Um dos Copos por Saramago e por nós onde se vê Alípio de Freitas,
Vitorino entre outros, foto tirada por mim

Os pioneiros do Copo no primeiro encontro em Setembro de 2010







De copo em punho, com bom vinho, o extraordinário José Saramago foi celebrado durante 120 meses seguidos, em Lisboa.
Admiradores, católicos ou maçons, todos de copo cheio. Um facto único no mundo. Dezenas de pessoas exultaram José Saramago,

mas Pilar surgiu apenas quatro vezes, em10 anos. Duas vezes para se juntar ao grupo por escasso tempo - porque é talvez pessoa muito atarefada - outras duas em fugazes aparições à janela da fundação, no largo dos Bicos.
Aos dias 16, 17 ou 18, conforme o calendário, os admiradores lá estavam no botilhão a beber e a ler passagens dos seus livros. Foram momentos extraordinários que a pandemia interrompeu, afastando as pessoas de um evento que fazia história e criava novos leitores e amigos.
Beberam-se mais de 440 garrafas de bom vinho. E o botilhão cresceu para um jantar e depois para uma saída à noite, por iniciativa das gentes de Espanhas, mais alegres e festivas.
"Um Copo por Saramago e por nós" devia de ser retomado Um país só é nação fraterna e feliz quando se escora na literatura, teatro, cinema, ballet, pintura, música ... na Cultura comungada. Expurguemos pois da nação os políticos ordinários e analfabetos. Que varreram as ruas, com o devido respeito pelo "almeidas". José Ramos e Ramos
As guerras de Trump
Soldado raso americano
18 anos
ganha 4 500 euros mês
um coronel com 20 anos de actividade e várias acumulações pode chegar aos 15.800 euros

Na América ser voluntário militar é um trabalho bem pago, um soldado raso consegue chegar aos 4 500 euros. É o vencimento mensal acumulado.
Publicamos a tabela com reservas, já que não é possível confirmação absoluta junto das autoridades americanas. Os cálculos destes valores foram determinados por pesquisa cruzada na internet. Os militares norte-americanos recebem verbas adicionais em situações de destacamento em zonas de conflito:
Salário Base (Basic Pay): Para um soldado de categoria E-1 ou E-2 (as mais baixas), o salário base em 2026 ronda os 2.046 € a 2.232 €.. Subsídio de Perigo Iminente (Imminent Danger Pay): Quando um soldado é enviado para uma zona de guerra ativa, recebe automaticamente um extra mensal de 209 €. Subsídio de Separação Familiar (Family Separation Allowance): Se o soldado tiver família a cargo e for destacado por mais de 30 dias, recebe cerca de 232 € adicionais.
Isenção de Impostos (Tax Exclusion): Em zonas de combate designadas, todo o salário recebido pelo soldado fica isento de impostos federais. Isto significa que o valor bruto passa a ser o valor líquido, o que aumenta o poder de compra real de forma significativa. Subsídios de Custo de Vida (COLA): Dependendo do local e das dificuldades logísticas,
podem ser aplicados ajustes de custo de vida e subsídios de alimentação (BAS) que somam mais cerca de 418 €.
Alojamento (BAH): Mesmo em combate, o exército continua a pagar o subsídio de habitação para manter a casa da família no país de origem. Em cidades americanas caras, este valor ultrapassará os 1.860 €.
Somando o salário base, os bónus de combate, a isenção fiscal e os subsídios de habitação/alimentação, o pacote total de compensação pode, de facto, atingir ou ultrapassar o equivalente a 4 500 euros mensais na conta bancária do soldado. É um valor que serve para compensar o risco de vida e o sacrifício pessoal extremo exigido nas frentes de batalha.
Os valores mensais aproximados do salário base (bruto) para 2026:
Praças e Sargentos (Enlisted - "E") São a base da força. Um recruta começa no nível E-1. E-1 (Recruta): Cerca de 1.953 € a 2.232 € (dependendo se tem mais ou menos de 4 meses de serviço). E-4 (Specialist/Corporal): Cerca de 2.790 € (com menos de 2 anos) a 3.348 € (com mais de 4 anos). E-7 (Sargento de 1ª Classe): Pode ir de 3.515 € até mais de 5.580 €, dependendo da antiguidade.
Oficiais (Officers - "O") os que têm formação universitária. O-1 (Segundo-Tenente): Cerca de 3.720 € a 3.860 € (início de carreira). O-3 (Capitão): Cerca de 5.115 € (com 2 anos) a 7.161 € (com mais de 6 anos). O-6 (Coronel): Pode ultrapassar os 9.300 € mensais.
Resumo: Um soldado raso (E-1) em 2026 ganha cerca de 26.040 €/ano de salário base, mas com os auxílios de casa e comida, a compensação total real pode chegar facilmente aos 55.800 €/ano. Mas um coronel com 20 anos de actividade e com a acumulação de vários itens pode chegar aos 15.800 €.
Meloni vira costas a Isra3l
A aliança de ferro entre Donald Trump e Giorgia Meloni derreteu e a gota de água foi Netanyahu. Meloni já não disfarça a saturação face a Isra3l e à sua política de terra queimada. Trump, num exercício de perplexidade teatral, finge não entender o
distanciamento teatral, finge não entender o distanciamento.
Trump oscila entre o caos e o caos retórico, hoje dizuma coisa para desmentir amanhã. Meloni, pragmática, cansou-se do jogo:
Israel acaba de perder uma aliada crucial na Europa, sinalizando o fim do bloco continental que fechava os olhos a Gaza.
O cenário de um bombardeamento ao Irão, desenhado no horizonte, ameaça agora implodir o comércio internacional e asfixiar a economia chinesa. Trump admira-se, mas o tabuleiro mudou. A Europa dos "aliados fiéis" está a recolher as peças antes que o tabuleiro arda.
Teresa Mello Sampayo:
Entrevistem as personagens, eu sou apenas a actriz
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a solidão, o teatro apaga...
é uma forma de me povoar, não é vaidade, é fome de mais mundo
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A bela e notável actriz Teresa Mello Sampayo sonhava em menina (tenho de vos contar) ser astrónoma. Queria a modos falar com as estrelas dos céus.
Agora é ela a estrela no teatro e no cinema português. Com grande mérito, como aconteceu em "O Mal Entendido", de Alberto Camus, de quem tudo leu e estudou.
Em menina sentia um norte diferente. As suas longas leituras apontavam para silêncio das galáxias sem fim, mas a genialidade levou-a para caminho diferente, o Teatro, trazendo-a agora para personagem principal do filme "Damas" de Cláudia Alves, com estreia marcada para o icónico cinema City.

Teresa tem moldado a sua carreira como vara de centeio em seara agitada. De peito nu aos ventos fortes, sem quebrar. E até já foi vampira horrorizada com a morte, mas criatura nobre, por referir o jejum à crueldade.
"Foi mais um degrau" diz, na confessa solidão que o teatro apaga. "É uma forma de me povoar. Não é vaidade, é fome de mais mundo".

É filha de arquiteto que andou pelo mundo, em Angola, Argélia, América e Moçambique. Em Maputo, o pai partiu para os céus. E dele ficou-lhe o rigor, a voz firme e o olhar doce.
Doce, mas não se iludam: "O teatro é um campo de batalhas, de pesquisa e entrega total. É coisa árdua". E mais não diz. "Entrevistem as personagens", pede. "Têm mundos maiores. Deles apenas tomo posse e assumo desvelo". Na escolha dos papéis, Teresa prefere as vilãs: "Porque o mal é maior, denso e complexo".
Neste momento, Teresa Mello Sampayo está no cinema, no teatro e em duas novelas. Nas pequenas pausas podemos vê-la no balcão do foyer do Teatro A Barraca, em Santos. Ali, anónima e feliz e, conversa-a-conversa, somos surpreendidos pelo mais belo sorriso de Lisboa, que deuses ávidos a fadaram para grandes momentos de palco.
Estas linhas, eu sei, serão severamente rejeitadas. "Como se atreveu?" Mas na minha idade já só se escreve a verdade.
Dia 30 de Abril, Teresa Mello Sampayo estará no écran do cinema City, em estreia de "Damas". Parabéns Teresa. jrr


Pode uma providência cautelar travar a liberdade de imprensa?

O Sindicato dos Jornalistas condenou o uso de uma providência cautelar contra o canal Now para travar emissão de reportagem, considerando-a contrária ao direito constitucional à informação.
O Sindicato afirma que a medida é grave por ter sido proferida sem contraditório ou defesa prévia. Num Estado de Direito, o escrutínio jornalístico deve ser protegido e nunca silenciado. O SJ reafirma que a censura é incompatível com a democracia e a transparência.
É urgente que se pondere direitos sem sacrificar a liberdade editorial. Silenciar factos fragiliza as instituições e a confiança dos cidadãos. Defender a imprensa é garantir que nenhum poder se sobrepõe à verdade.
As duas bombas nucleares
que assassinaram milhares
de japoneses


Sobreviventes das bombas atômicas que caíram em Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como hibakusha, receberam tratamento médico, incluindo este homem, mulher e criança, fotografados em Hiroshima em 12 de agosto de 1945.

Vai ser lançada bomba nuclear sobre o Irão?
Sumiteru Taniguchi tornou-se um ativista mundial contra as armas nucleares. Quando a bomba caiu em Hiroshima, no fim da Segunda Grande Guerra Mundial, ele tinha 16 anos e estava a entregar correio na sua bicicleta. O calor da explosão derreteu a pele das suas costas e queimou o seu rosto.
Uma bomba atómica pode cair daqui a 15 dias sobre o Irão. Trump não sabe como sair da embrulhada da invasão ao Irão. E Isra3l quer arrasar o Irão. Já o fez na Síria, Gaza, o Líbano está em curso e anexou a Cisjornânias.
A opção nuclear já tinha sido aventada há 2 amos por um político de extrema-direita do governo de Netan e volta à baila pela impotência de Trump em abrir o Estreito de Ormuz
Israel poderá tentar aproveitar o escasso tempo de Trump para destruir o primeiro país que o reconheceu como Estado em 1947: o Irão. Será uma nova catástrofe do deus que lhe deu o titulo de "do único povo eleito no fim dos tempos".
As consequências serão piores que Chernobyl. Se o conflito escalar, as radiações mortais não escolherão fronteiras nem credos. Restará apenas o silêncio de um território transformado em cinza pela incapacidade de recuar no abismo. A Europa terá a sua dose mortal e Isra3l não escapa. Que loucura! jrr
Albert Camus a escolha
entre o inferno e a razão
2 dias depois da chacina da bomba largada sobre Hiroshima, Camus escreve editoral no jornal Combat

Editorial escrito por Albert Camus no jornal Combat, publicado a 8 de agosto de 1945, apenas dois dias após o bombardeamento de Hiroshima.
Enquanto grande parte da imprensa mundial celebrava o avanço tecnológico e o fim iminente da guerra, Camus foi uma das poucas vozes intelectuais a reagir com horror e sobriedade, captando a gravidade ética do momento.
Albert Camus (1913–1960) foi um escritor e filósofo franco-argelino, ícone do humanismo e do existencialismo. Celebrizou-se pela teoria do Absurdo, defendendo que, num universo sem sentido, o homem deve revoltar-se através da ética e da solidariedade. Autor de obras fundamentais como O Estrangeiro e A Peste, recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1957. Morreu precocemente num acidente de carro, deixando um legado de coragem moral e clareza intelectual.
"O mundo é o que é, ou seja, pouca coisa. É o que todos sabem desde ontem, graças ao formidável concerto que rádios, jornais e agências de notícias acabam de lançar sobre o tema da bomba atómica. Dizem-nos, de facto, no meio de uma data de comentários entusiastas, que qualquer cidade de tamanho médio pode ser pulverizada por uma bomba do tamanho de uma bola de futebol.
"Jornais americanos, ingleses e franceses entregam-se a elegantes dissertações sobre o futuro, o passado, os .
inventores, o custo, a vocação pacífica e os efeitos de guerra, as consequências políticas e até o carácter próprio da bomba atómica
"Resumiremos o nosso pensamento numa frase: a civilização mecânica acaba de atingir o seu último grau de selvajaria. Terá de se escolher, num futuro mais ou menos próximo, entre o suicídio coletivo ou a utilização inteligente das conquistas científicas.
"Entretanto, é permitido pensar que há algo de indecente em celebrar assim uma descoberta que se coloca, antes de mais, ao serviço da mais formidável fúria destruidora de que o homem deu prova em séculos. Que num mundo entregue a todos os rasgos da violência, incapaz de qualquer controlo, indiferente à justiça e à simples felicidade dos homens, a ciência se consagre ao assassínio coletivo, ninguém, a menos que possua um idealismo impenitente, se surpreenderá com isso.
"Estas descobertas devem ser registadas, comentadas pelo que são, anunciadas ao mundo para que o homem tenha uma ideia justa do seu destino. Mas rodear estas revelações terríveis de uma literatura pitoresca ou humorística é algo que não se pode aceitar.
"Já não se respira com facilidade num mundo torturado. E eis que nos propõem uma nova angústia, que tem todas as probabilidades de ser definitiva. Oferecem à humanidade, sem dúvida, a sua última oportunidade. E isto pode ser, afinal, o pretexto para um editorial. Mas isto deveria ser, sobretudo, o tema de algumas reflexões e de muito silêncio.
"De resto, há outras razões para acolher com reserva o romance de antecipação que os jornais nos propõem. Quando se vê o editor diplomático da Agência Reuter anunciar que esta invenção torna obsoletos os tratados ou as próprias decisões de Potsdam, e notar que é indiferente que os russos estejam em Berlim ou os protestantes na Saxónia, não se pode deixar de atribuir a este belo entusiasmo intenções bastante estranhas aos interesses da humanidade.
"Que se entenda bem: se os japoneses capitularem após a destruição de Hiroshima e pelo efeito do medo, congratular-nos-emos com isso. Mas recusamo-nos a tirar de uma notícia tão grave outra coisa que não seja a decisão de defender ainda mais energicamente uma verdadeira sociedade internacional, onde as grandes potências não tenham direitos superiores às pequenas e médias nações, onde a guerra — flagelo tornado definitivo apenas pelo efeito da inteligência humana — já não dependa dos apetites ou das doutrinas de tal ou tal Estado.
"Perante as perspectivas assustadoras que se abrem à humanidade, percebemos ainda melhor que a paz é a única luta que vale a pena ser travada. Já não é um voto, mas um imperativo que deve subir dos povos para os governos, a escolha entre o inferno e a razão".

O cansaço que nos tolhe não é individual. Quando nos queixamos dele, achamos sim. Pensamos que talvez tenha que ver com as nossas más escolhas. Até nisso o neoliberalismo é eficaz: responsabiliza-nos, dividindo-nos entre os bem-sucedidos e os falhados, como antes a religião nos dividia entre os bem-aventurados e os pecadores. A culpa que carregamos faz parte do processo. Sempre fez.
O cansaço que nos tolhe não é individual, dizia eu. Estamos cansados porque temos de vender muitas horas de trabalho só para conseguir viver, num sistema que nos impinge a ideia de que o nosso valor intrínseco se mede pelo que conseguimos fazer e ter e não pelo que somos. Estamos cansados porque vivemos cada vez mais longe do trabalho, dos amigos, da família. Estamos cansados porque ficamos sem rede que nos ajude a cuidar dos filhos e dos pais.
Estamos cansados porque a ansiedade da incerteza e da precariedade cansa. Estamos cansados porque até os encontros sociais se tornam um momento de consumo, desligado do prazer simples de estar com aqueles de quem gostamos, transformado em mais uma possibilidade de
temos de vender muitas horas de trabalho só para conseguir viver
negócio que faz com que manter amizades custe demasiado dinheiro.
Estamos cansados porque parar é um luxo. Estamos cansados porque somos nós o produto final, explorados numa economia da atenção, desenhada para nos manter colados aos ecrãs e às redes, enquanto minera os nossos dados. Estamos cansados porque desligar tem um preço demasiado alto.
Universidadede Tsinghua
https://youtu.be/Cs45UV_DUIw?si=nEhhAa2ikP32KHD_
https://youtu.be/qdlEqd30MYM?si=LIlQS5xZDiNbnjxX
https://youtu.be/m4AZcZKpf-s?si=3j6svEpH-EH__j9u
A China lidera o ranking mundial de universidades, consolidando a sua hegemonia no conhecimento e na inovação tecnológica. Aprender mandarim tornou-se essencial perante a ascensão da China a potência dominante e líder do comércio global.
Sendo a língua de negócios do futuro, o seu domínio oferece uma vantagem estratégica única no acesso a mercados e tecnologias de ponta. Mais do que comunicação, é a chave para compreender a nova ordem económica mundial. Investir neste idioma é garantir competitividade num mundo que gravita cada vez mais em torno de Pequim.
Santo Agostinho
preciosidade em Lisboa
No Museu das Janelas Verdes repousa o Santo Agostinho de Piero della Francesca, figura de uma solenidade tão geométrica que parece talhada por um compasso divino. Esta têmpera sobre madeira de choupo, nascida entre 1454 e 1469, é o vestígio de um mundo onde a beleza se media pela exatidão e a luz era uma forma de inteligência.
Piero, o mestre de SanSepolcro que via o universo como um conjunto de volumes perfeitos, trouxe para este painel a calma das manhãs da Toscânia. Ele, que foi tanto pintor como matemático, autor do tratado De Prospectiva Pingendi, não pintava apenas santos; organizava o espaço com o rigor de um arquiteto e a alma de um místico.
Na mitra e no pluvial, o detalhe das joias não é um mero adorno de luxo, mas uma celebração da luz que incide sobre a matéria, revelando a mão de quem dominava a ciência da perspetiva como nenhum outro no seu século.João S. Lima
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Volta a trás Lei da autodeterminação da sua identidade de género
Políticos transformam opções sexuais em tema... político
Não se percebe por que razão pilas e coisas assim hão-de ser preocupação para os políticos do CDS, PSD e Chega, que agora se empenham em revogar a Lei da Autodeterminação da Identidade de Género. É uma náusea que se instala: a fixação de homens públicos pelos órgãos biológicos alheios, como se a existência fosse uma propriedade da carne que se pudesse arrumar em gavetas administrativas. Eles olham para o corpo como uma pedra fria, ignorando que o ser humano é uma liberdade que se constrói a cada instante.
É insuportável ver a lei tentar tocar na consciência. Estes projetos do Chega, PSD e CDS são como objetos mortos que pretendem ditar o pulsar da vida, reduzindo a dignidade a uma explicação ideológica. O mundo das razões que eles invocam não é o da existência. A existência é gratuita; cada um é responsável pelo seu próprio rosto.
Quando a política se transforma numa inspeção de genitais em vez de uma garantia de liberdade, tudo começa a flutuar no absurdo. É a náusea total: a Política a querer ser o dona da alma, enquanto se perde no labirinto de uma biologia que já não serve para explicar a grandeza de estar vivo. Jorge L. Santos
Os defensores da revogação da Lei da Autodeterminação da Identidade de Género centram os seus argumentos na proteção de menores, defendendo que decisões irreversíveis não devem ser tomadas sem diagnósticos clínicos prévios e acompanhamento médico rigoroso. Alegam que a despatologização total pode precipitar transições precoces e defendem o reforço do papel e autoridade dos pais nestes processos escolares e sociais.
Em oposição, quem apoia a manutenção da lei argumenta que esta garante a dignidade e os direitos humanos fundamentais das pessoas trans e não-binárias, combatendo o estigma e a marginalização. Para estes, a autodeterminação é essencial para a saúde mental e bem-estar, evitando processos burocráticos humilhantes e assegurando que as escolas sejam espaços seguros e inclusivos, onde a identidade de cada um é respeitada.
A Lei n.º 38/2018 estabelece o direito de cada pessoa à autodeterminação da sua identidade de género e expressão de género, bem como à proteção das suas características sexuais.
Como é a actual lei
O ponto mais importante é permitir que qualquer cidadão maior de idade possa alterar o seu nome e sexo no registo civil através de um procedimento administrativo simples, baseado apenas na vontade do indivíduo, eliminando a necessidade de diagnósticos médicos ou relatórios de patologia mental.
Além disso, a lei proíbe intervenções cirúrgicas ou tratamentos em crianças intersexo até que estas tenham idade para decidir sobre a sua própria identidade.
Ventura mente
o que diz a lei
A Lei da Autodeterminação da Identidade de Género em Portugal gera confusão porque as regras mudam conforme a idade.
No Registo Civil (Mudança de nome e sexo no cartão de cidadão)
Menores de 16 anos: Não podem mudar o sexo no registo civil. A lei atual só permite esta alteração a partir dos 16 anos.
Entre os 16 e os 18 anos: Já podem solicitar a mudança, mas não decidem sozinhos. Precisam obrigatoriamente do consentimento dos pais (ou representantes legais) e de um relatório médico que confirme a sua capacidade de decisão, sem qualquer diagnóstico de doença mental.
Barco-Atelier de Monet volta a Quai d'Órsay
Entrei no Museu d'Orsay para ver a "novidade", o "Barco-Atelier" de Claude Monet. Os objetos deveriam ser úteis, arrumados na sua função de "arte". Mas este Monet toca-me. É insuportável. Sinto as pinceladas da água como se fossem bichos vivos que me fitam do centro da sala.
Olho para a massa de tinta de Monet, para aquele empastamento que esteve escondido décadas, e sinto o mesmo enjoo doce que me invadiu à beira-mar. É uma náusea nas mãos. A existência do "Barco-Atelier" desvendou-se de repente, perdeu o seu aspeto inofensivo de "impressionismo" ou de "categoria histórica": era a própria massa das coisas, uma abundância obscena de azuis e verdes que não pede licença para ser.
Os críticos falam de luz e de reflexos; mas esse é o mundo das explicações, e ele nada tem a ver com a existência bruta daquela tela de Monet.

O museu é gratuito. Paris, lá fora, é gratuita. E eu próprio, parado perante aquela existência pesada, sinto o coração revirar-se. Tudo começa a flutuar na consciência de que nada, nem mesmo aquele barco pintado, tem uma razão para me balancear. . João P. Saragoça

Conheci-o, um dia, no Palácio de Belém, onde estive a convite do presidente Mário Soares, por ocasião de um evento celebratório não sei de quê. Um acaso feliz juntou-nos aos dois na varanda do salão, e aí estivemos brevemente à conversa. Maia já então era para mim um ser único, que eu considerava como o grande herói contemporâneo do país.
Heróis houve outros, não muitos nem iguais a ele. Maia foi o único que não teve, ou não quis ter, consciência disso. Os heróis não se fazem por medida nossa. Desprendido de glórias, simples como nós, nunca fez por chamar a si as luzes nem os louros com que outros se pavoneiam.
Pessoalmente, tal e qual a ideia que eu dele fazia. O físico sólido, a voz, os olhos, as mãos nos bolsos, os ombros fortes, o corpo mais para o baixo. Queixou-se de estar a ser rebaixado no quartel – onde, disse-me, já só faltava mandarem-no varrer a parada e recolher o lixo.
Às tantas, Soares chegou-se a nós, e ele voltou à carga: «Falta prenderem-me, tudo o resto já eles fizeram de mim.» E então o presidente levantou para ele um dedo avisado e sério. «Alto aí, meu amigo! Antes de o prenderem a si, terão de me prender a mim primeiro, ouviu?» (in «Novas Fases da Lua", 2025, pág. 129, Publicações Dom Quixote)

Salgueiro Maia de braços abertos, entre entre tanques prontos a disparar,. pede rendição da força militar da contra revolução. Coragem!
O regresso dos caciques

Eu estava lá. No dia em que nos libertámos do pesadelo e sonhámos. Deitámo-nos com um País que mal sabia ler, que trabalhava de sol a sol. Um País pelintra, excluído, longe de tudo. Com fome. Com mordaça e vestido de luto.
Que possuía um Império com meias rotas e roupagens de vagabundo. E presos e exilados. Que partia para a beterraba em França ou na Suíça. Vestido de xailes negros e lágrimas de quem partia para a guerra.Acordámos, nesse dia, sobressaltados com o rugido do sonho. Um sonho vivo, feito de chaimites, de soldadinhos e capitães, um povo em brasa que gritava por um destino. Um sonho que garantia o fim da guerra, a chegada dos livros, a multiplicação dos pães e das escolas, da alegria trocada pelo velho cansaço.
Um sonho que nos empurrava para a Liberdade.Foi de tal modo grande que, meio século depois, ainda ressoa na memória daqueles que o viveram. Agora celebra—se um indiscutível paradoxo. Recordamos o sonho, que em boa parte se realizou, mas o tempo indomável foi corroendo o próprio tempo.
Como sempre – foi sempre assim! – devagarinho, usando as palavras sagradas desse tempo, os caciques recomeçaram a instalar-se. Esgravatando os trigais da esperança, oferecendo joio por pão. A mediocridade tornou a vencer. Agora com vestes de democratas.
Ilustres e luzidios ignorantes que tomaram o lugar dos sonhos mais generosos. A revolução que obrigava a trabalho e estudo, substituída pelo vazio das palavras apressadas e sem sentido.Evocamos o 25 de Abril, esse sonho demasiado generoso, entorpecidos pela rotina, essa arma fabulosa que derrota qualquer caminhada de utopias.
Embora habitados pela enorme desilusão com o regresso dos caciques e dos predadores, os cravos dessa madrugada terão murchado, mas não morreram. Porque os sonhos não morrem.Eu estava lá. E sei. Naqueles dias construímos o maior legado que poderemos deixar aos nossos filhos e netos: o caminho doce da Liberdade!

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.Ruy de Carvalho
aguenta 'ratoeira' de 3 horas
o actor mais idoso do mundo


Foi um acontecimento extraordinário! Ruy de Carvalho, aos 99 anos, subiu aos palcos com a peça "A Ratoeira" no Coliseu Porto, que foi muito longa.
O encenador Paulo Sousa Costa não teve em conta que 3 horas de espectáculo é um excesso para o público, uma tormenta para os actores e foi um risco enorme para a saúde de Ruy de Carvalho Este regresso acontece após um período de recuperação do ator, que sofreu um AVC em dezembro de 2025.
A Ratoeira é um clássico de Agatha Christie.
Ruy de Carvalho interpretou o papel de Major Metcalf. A escolha desta peça permitiu ao ator estar presente em momentos-chave sem grande exigência física. Houve, no entanto, 2 extensos momentos em que Ruy de Carvalho permaneceu isolado e calado do lado direito do palco. Ruy de Carvalho deveria ter ficado sempre no centro do palco.
O alvo não era A Ratoeira, mas Ruy de Carvalho. Em vez de se moldar a peça ao actor mais velho do mundo, imitou-se o que acontece há 73 anos todas as noites em Londres. É importante frisar, Ruy de Carvalho tem 99 anos de vida e 79 de actor. O Coliseu do Porto esgotou, mas em rigor foi para vermos este homem extraordinário. Os olhos de todos os espectadores estavam nele. E só nele. jrr
O ator nasceu a 1 de março de 1927, em Lisboa, e fez 99 anos em março deste ano. É oficialmente o ator mais idoso do mundo ainda em atividade.
A minúcia dos fundos de Garcia Fernandes

Garcia Fernandes é o pintor mistério de uma das obras mais notáveis guardadas nas caves do Museu Nacional de Arte Antiga: o Aparecimento de Cristo a Maria.
Ativo entre 1514 e 1565, este mestre do Renascimento português, formado com Jorge Afonso e membro dos "Mestres de Ferreirim", assinou em 1536 um políptico para o Convento das Chagas de Vila Viçosa, cujo painel central se encontra hoje na Igreja Matriz local.
A obra destaca-se pela Virgem com um livro de horas e Cristo com uma cruz de ouro, enquadrados por arquitetura renascentista e o resgate das almas do Limbo. Um pormenor desconhecido e fantástico reside na técnica de Garcia Fernandes em ocultar simbolismos na minúcia dos fundos arquitetónicos, onde as figuras do limbo parecem emergir das sombras da própria estrutura, fundindo o mundo espiritual com a geometria clássica.
Atualmente, esta tábua está separada dos restantes painéis que permanecem no Paço Ducal de Vila Viçosa. A versatilidade do artista, que executou desde o Retábulo da Trindade até obras para a Sé de Goa, define a transição para o maneirismo. A sua presença nas reservas do MNAA sublinha a importância de estudar estas peças ocultas que unem erudição e sensibilidade religiosa. Garcia Fernandes permanece uma figura central da nossa história da arte, guardando ainda segredos por decifrar sob as camadas de verniz e tempo. Vitor D. Silva
Garcia Fernandes era mestre em pintar arquiteturas clássicas detalhadas, utilizando perspetivas rigorosas e elementos decorativos do Renascimento.
Figuração: As suas figuras humanas tendem a ser alongadas, com panejamentos (dobras de roupa) muito bem desenhados e expressivos, o que já prenunciava o movimento maneirista.
Narrativa: Gostava de incluir "narrativas secundárias" no fundo das suas composições (como as figuras resgatadas do Limbo), um traço que liga o simbolismo medieval à clareza renascentista. António Brás
Arte no Mercado de Alvalade






Henrique Prior: médicos e jornalistas mortos em Gaza
A informação é poder. Sempre foi. Foi por o perceberem que os sumérios desenvolveram a escrita, para codificar o que era importante. E é por isso que durante séculos os saberes da leitura estiveram reservados a uma elite reduzida em quase todas as partes do mundo.


Ainda assim, talvez nunca tenha existido um momento na História da Humanidade em que a concentração de riqueza e poder tecnológico estivesse nas mãos de um número tão reduzido de pessoas. Segundo a Oxfam, em 2026 os 12 mais ricos do mundo, com Elon Musk à cabeça, têm mais riqueza do que metade da Humanidade junta.E é por isso que tenho a certeza de que a verdadeira revolução será analógica.
Não a do deslumbramento acéfalo da tecnologia, mas também não a do ludismo em luta contra as máquinas. A revolução de que falo é aquela que nascerá da resistência do saber e do pensamento.
Aquela que virá da consciência profunda do que é ser humano e da urgência absoluta de lutar por isso, da resistência ao poder de poucos e da construção de um mundo mais justo e melhor, que, sim, ainda é possível. O analógico é o novo punk.
João Almeida CDS apostou na China


Quando Portugal entrou na Grande Guerra, esta já não era o conflito bélico com que todos os rapazes sonhavam, convencidos de que "estariam de volta a casa pelo Natal, cobertos de poeira e de glória." Era também a guerra do senhor Afonso Costa, travada em França para, assegurava ele, defender as colónias de África. Caso Portugal não participasse no conflito, poderia ver o seu império ultramarino repartido pelas potências vencedoras.
A guerra não declarada, em África, tinha absorvido milhares de soldados que agora era necessário substituir rapidamente para enviar para França. Com a sua preparação, o Governo gastou o vultuoso empréstimo de dois milhões de libras concedido pela Grã-Bretanha para compra de trigo, como contrapartida para o aprisionamento dos setenta e dois navios alemães ancorados no Tejo.

Mas o tão propalado "milagre de Tancos" limitara-se a enviar os homens para a frente de combate carenciados de tudo: de fardamento apropriado para o frio insuportável das trincheiras, geladas e enlameadas, com temperaturas que chegavam aos vinte graus negativos; de calçado adaptado à lama e ao frio insuportável, tendo chegado ao ponto de cada um remendar as suas botas; de armamento moderno; mesmo, de instrução, tiveram de ser os ingleses a enquadrá-los, a treiná-los, a armá-los e a alimentá-los com a carne enlatada que os estômagos dos soldados portugueses toleravam a custo.

Face à derrota do CEP – por falta de meios para a sua preparação e para a sua manutenção na linha da frente, que o Estado lhe não forneceu, como, mais tarde, aconteceria também em África, e à grave crise social e económica que graçava no país provocada pela guerra onde Portugal não tinha necessidade de entrar e que dividira os portugueses, que apoiavam a guerra em África, mas eram contra a intervenção de Portugal em França –, deu-se início à mitificação da batalha de La Lys para fazer esquecer o desastre militar, coroado como uma segunda Alcácer Quibir envolta em glória.
La Lys encerrou o ciclo de derrotas portuguesas na Grande Guerra iniciado em Naulila, em 1914, num inóspito lugarejo do Sul de Angola, onde ocorreu
"Muita porrada, muita porrada, muita porrada," segundo o testemunho do Soba da Douga, que se deveu à pouca gente e ao pouco armamento de que dispunha o tenete-coronel Roçadas, não obstante os seus insistentes pedidos para que lhe fossem disponibilizados mais meios, que o ministro da guerra, general Pereira d'Eça, recusou enviar-lhos.
Os mesmos pedidos, também desatendidos por Salazar, viriam a ocorrer na queda de Timor e da Índia.A participação de Portugal na Grande Guerra não passou, pois, de uma batalha da longa Guerra Colonial, travada na Europa, longe do território de qualquer das suas colónias.
A Guerra Civil espanhola foi um conflito em que o Estado Novo se viu envolvido, também na defesa do seu império colonial africano.

A vitória da Falange, além de ter garantido a continuidade do Estado Novo e de ter salvado Portugal de um regime comunista, foi igualmente fundamental para assegurar a manutenção do Império colonial português em África, como corrobora Maria José Tiscar: "Sem o auxílio do regime de Franco, Portugal teria tido maiores dificuldades em manter durante tantos anos a sua presença nos teatros de operações africanos."
O apoio de Franco a Salazar, concedido no maior secretismo, revestiu, igualmente, a vertente diplomática, em especial a defesa de Portugal nas Nações Unidas, não obstante o Caudilho adotar uma posição pública de apoio à autodeterminação das colónias portuguesas para satisfazer as pretensões do mundo árabe e dos países latino-americanos; na vertente propriamente militar da Guerra Colonial, foi essencial através do fornecimento de armamento espanhol e da intermediação da Espanha na aquisição de material bélico em países terceiros que se recusavam a vendê-lo diretamente a Portugal.

A Guerra Civil espanhola foi igualmente uma batalha da Guerra Colonial travada na Península Ibérica, fora do território de qualquer das colónias africanas e asiáticas, tal como o Corpo Expedicionário Português combateu em França em defesa de Angola e de Moçambique para frustrar a sua partilha pelas potências beligerantes, na sequência do tratado secreto celebrado entre a Inglaterra e a Alemanha.
O Estado Novo e o Império acabaram, finalmente, por escorar-se um no outro: Salazar conservava as colónias, estas asseguravam a sua manutenção no poder.
Se a Grande Guerra havia de ditar a queda da Primeira República, a Guerra Colonial, quarenta anos depois, ditaria igualmente a queda do Estado Novo.
Crime de ódio sem castigo
O porno-hino
dos alunos do ISEG
O HINO PORNO QUE JOANA AMARAL DIAS REVELOU
É urgente dar vários passos atrás nas universidades e institutos portugueses, porque se cantam pornografias e porque se humilham jovens que deveriam ser o futuro da nação. Estamos perante crimes de ódio. Os alunos portugueses começam o seu percurso mergulhados numa cultura de agressividade e boçalidade.
É incrível como ministros, secretários de Estado e políticos, ao longo dos últimos anos, não ouviram a letra deste hino - ou, se ouviram, calaram-se perante algo que envergonha gerações e o país inteiro.
Estamos perante crimes e parece que já esquecemos os jovens que morreram numa praia ( a 15 de dezembro de 2013, na Praia do Meco, em Alfarim) aliciados pelas ordens e palavras de uma praxe criminosa.
A Câmara agiu bem ao impossibilitar a queima das fitas em Lisboa. Falta agora pôr um ponto final nestas celebrações boçais que humilham e destroem a dignidade de quem está agora a começar a sua vida adulta. Façam bailes e leiam livros. jrr
ALGUNS DOS POLÍTICOS DO ISEG


Excerto do porno-hino dos alunos do ISEG
Câmara de Lisboa cancela queima das fitas
Os estudantes foram surpreendidos pelo cancelamento, mas as razões não espantam, dada a crescente agressividade e pornografia nas festas e praxes de Lisboa.
O espírito académico original foi sufocado por comportamentos de risco e humilhações que tornaram o licenciamento destes eventos inviável. Esta degradação ética e a violência simbólica forçaram as autoridades a agir contra o descontrolo absoluto. O cancelamento em 2026 surge como uma resposta à falta de limites e à perda de dignidade institucional. É um sinal claro de que o civismo e a segurança não podem ser sacrificados em nome de uma diversão tóxica.


Temos Ione!
escutemos Sofia Pereira

A voz de Sofia Pereira ocupou o espaço do Bloco de Esquerda de outros tempos, quando Francisco Louçã se batia pelo seu lugar na Assembleia da República. E agora vive no bem-bom do Banco de Portugal e da sua quinta privativa em Caneças
Ouvir Sofia Pereira contrapor-se à Iniciativa Liberal de Mariana Leitão é como ouvir Ione Belarra em Espanha, clamando contra os 'Fundos Abutres'.
Sobretudo quando se sabe, que a única experiência profissional de Mariana Leitão (após a licenciatura em Relações Internacionais) foi o trabalho administrativo na Puaço - um pau-mandado da Sonangol e, por extensão, um braço esticado do governo angolano.
A direita liberal e a extrema-direita reivindicam de forma repetida o legado do salazarismo. Até pedem "três Salazares" para o País. Mas omitem que, nesses tempos, o preço do pão era tabelado pelo Estado e os senhorios tinham as rendas congeladas. Na política, tal como na literatura, é importante pôr os pontos nos is. jrr

da página pessoal de Mariana Leitão na Wikipedia.
"Natural de Lisboa, vive em Oeiras, onde foi autarca, com as duas filhas. É gestora, licenciada em Relações Internacionais e tem pós-graduações em International Management e em Data Science & Business Analytics. É também jogadora federada de bridge, tendo representado Portugal nos campeonatos da Europa de bridge de 2018 e 2022 e no campeonato do Mundo de bridge de 2022."
Robots substituem filhos...

A foto de Paula Hornickel é um sério alerta aos países europeus e conduz a uma realidade chocante: os filhos estão a abandonar os pais em lares e muitas vezes deixando-os até em hospitais.
A realidade dos idosos institucionalizados em Portugal em 2026 é marcada por uma pressão económica sem precedentes,
As habitações são menores e aumentou o tempo dos percursos dos filhos para o trabalho. O turismo e a especulação imobiliária consentida lançaram o caos em todas as cidades de Portugal, arruinando a vida de centenas de milhar de portugueses.
Os idosos estão a ser encaixotados em lares. Os números crescem todos os anos. O setor das lares para séniores enfrenta um cenário de lotação esgotada e custos crescentes.
Estima-se que existam mais de 105.000 camas distribuídas por cerca de 2.700 residências sénior em Portugal. Dois em cada três lares têm a sua lotação completamente esgotada.
Perante os 2,5 milhões de residentes com mais de 65 anos, a cobertura de camas é de apenas 4%, subindo para 8,7% se considerarmos apenas a população com mais de 75 anos.

Retratos de Paula Hornickel
Mais de 1500 vítimas em 8 meses
Os dados sobre violência contra idosos são alarmantes, embora muitos casos em contexto institucional permaneçam sub-reportados.
Entre janeiro e agosto de 2025, a APAV apoiou 1.557 idosos vítimas de crime e violência, o que resultou no registo de 2.861 crimes. A violência doméstica representa 81% dos casos reportados à APAV, mas os crimes de negligência e maus-tratos em lares são frequentemente denunciados através de inspeções da Segurança Social e autoridades policiais.
Perfil do Agressor: No contexto geral, os agressores são maioritariamente familiares diretos (filhos e filhas representam 33,5% dos casos), mas em contexto institucional, a negligência é a forma mais comum de "maus-tratos passivos".

Paula Hornickel, fotógrafa alemã (1998), vive entre Berlim e Dortmund, foi uma das premiadas no World Press Photo.
Com formação em Comunicação Visual pela Universidade das Artes de Berlim e mestranda em Estudos Fotográficos na FH Dortmund, a autora consolidou o seu percurso com um intercâmbio no Pratt Institute, em Nova Iorque, durante o ano de 2023. Paula Hornickel especializou-se em retrato.

Atualmente, desenvolve atividade como profissional independente, conciliando trabalhos por encomenda com a criação de projetos autorais. A sua produção artística foca-se na fotografia de retrato e documental, explorando temas ligados à cultura pop, dinâmicas sociais e visões de futuro.
O reconhecimento internacional no World Press Photo destaca a relevância técnica e temática do seu trabalho no panorama da fotografia contemporânea. +49 176 47362555, e-mail: hello@paulahornickel.com, instagram: @paulahornickel
Idosos pagam 1900 euros por mês
Ameaça Invisível: A existência de lares clandestinos continua a ser o maior ponto cego do sistema. Por não estarem sujeitos a vistorias regulares da Segurança Social, estas unidades são o foco principal de situações graves de insalubridade e omissão de cuidados médicos.
Custo Médio: Em 2026, um quarto individual numa residência sénior privada custa, em média, 1.921 euros por mês, um valor incomportável para a maioria das pensões médias portuguesas, o que empurra muitas famílias para soluções clandestinas de menor custo.


O ministro de Israel colocou a flotilha no mapa das notícias para maior desgraça do governo de Netanyahu, ao humilhar ativistas pró-Estado da Palestina, presos ilegalmente.
O video de B3n Gvir é a gota de água que faz transbordar o enorme garrafão de acontecimentos trágicos protagonizados pelo governo de Netanyahu. Do genocídio de 70 mil palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, até às incursões arrasadoras no Líbano, com milhares de mortes e ao bombardeamento cruel do Irão. O Irão que foi, aliás, o primeiro Estado do mundo a reconhecer o Estado de Isra3l. Com este video, B3n Gvir dá força ao Estado da Palestina, deixa de ter aliados na Europa e no Mundo.
Abram, então, agora as portas ao povo cercado em Gaza e na Cisjordânia e indemnizem os palestinianos, libaneses e iranianos pelos danos causados e pelos milhares de mortes e gente estropiada. ABJ


Video de B3n Gvir vira o mundo contra Isra3l

Ataque diplomático norte-americama abala Isra3l
Embaixador Americano contra governo de Natanyahu

O impensável aconteceu em Israel, o embaixador norte-americano, Mike Huckabee, criticou severamente o ministro Itamar Ben-Gvir que humilhou ativistas humanitários estrangeiros algemados. A censura de Hchabee é considerada o início de um movimento fracturante e está a gerar forte indignação internacional. Analistas alertam para o abalo no futuro apoio histórico dos Estados Unidos a Isra3l.
Esta crise expõe um histórico profundo de violações que remonta a 1948. Apontando para as atrocidades militares em Gaza - com mais de 70.000 mortos, incluindo 21.000 crianças- e as incursões no Líbano e Irão, que desalojaram milhões de pessoas e destruíram dezenas de milhares de edifícios, ignorando o direito internacional.
No plano interno, Israel enfrenta duras denúncias humanitárias pela detenção de milhares de menores palestinianos e pela retenção dos corpos de palestinianos mortos, impedindo os funerais familiares.
A par disso, a demolição sistemática de habitações na Cisjordânia para a expansão de colonatos ilegais agrava a violência no terreno.
Este nível de brutalidade militar evoca, na memória coletiva, um dos mais sombrios da história moderna - Holocasto. Conduzida por uma linha sionista radical, esta política de expansionismo gera uma instabilidade geopolítica global cujas ramificações económicas sufocam o cidadão comum.
Dispara o custo dos combustíveis e dos bens alimentares essenciais. E coloca em causa as premissas teológicas de um Estado que se assume como o único povo escolhido por deus.
Os restantes, nós, no final dos tempos, seremos deitados numa sarjeta. ABJ
A nova VISÃO
Os jornalistas da Visão planeiam um negócio "prudente e realista" para os próximos dez anos. A estratégia foca-se na viabilidade económica, evitando riscos financeiros desnecessários.

Quando Gueterres falou da relação de confiança entre governantes e governados
As sucessivas investigações sobre partidos portugueses podem levar ao mesmo caminho dos partidos tradicionais italianos: o desaparecimento.
Somando os "tutti-fruta" às tradicionais transferências de militantes para ganhar eleições internas em autarquias, montou-se ao longo dos anos uma enorme opereta - a que se juntou o novel-partido que aglutina aldrabões, ladrões de malas, pedófilos e senhorios que alugam barracas a imigrantes a preço de moradias.

Tem acontecido 7 pessoas ganharem uma eleição partidária local, quando os elementos 8 elementos oponentes, mas contam com 120 transferidos.
E numa reunião partidária: como é que um deputado e autarca há mais de 40 anos, se queixa da sua freguesia ser agora um gigantesco Airbnb, com os moradores a serem postos da rua com 12 meses de renda de indemnização? Não deu por nada?
E na mesma reunião: um construtor lamenta-se de construir a 1500 euros e só conseguir vender a 4 mil.
E ainda nessa reunião: um alto dignatário da Assembleia da República estranha que uma casa, comprada por 200 mil euros. seja vendida, 3 meses depois, por 350 mil - quando a ASAE andou até a interromper casamentos para pedir facturas.
E já agora, como é que um ministra do Trabalho tem como marido o presidente de um banco bom (que financiámos com 5 mil milhões e que foi vendido com bónus de 500 milhões - com vencimento de23.542€00 por mês ) e passa agora para presidente das pontes (que um ministro negociou para se tornar presidente das.. pontes).
Há 25 anos António Guterres bateu com a porta porque o país iria cair num pântano. ABJ
Novo romance de Moita Flores já nas livrarias

Já está nas livrarias o último romance de Francisco Moita Flores SANGUE E SILÊNCIO NO POÇO DOS NEGROS.
Diz Francisco: "Fico sempre emocionado e com uma dose de angústia quando vivo estes momentos em que me desnudo perante o público. Entrego-vos 16 meses de trabalho intenso. Labuta invisível, solitária, que preenche os meus dias e os meus sonos.É um livro policial. O segundo da minha já longa carreira. O primeiro foi o Mistério do Caso de Campolide.
Agora, regressei ao Poço dos Negros onde o Quincas, contínuo da PIDE, foi assassinado em 1969. Os meus detetives Simão Rosmaninho e Arengas tomam conta do caso à procura do misterioso assassino e, como qualquer livro policial clássico, no último capítulo, ele revela-se a quem tiver interesse em lê-lo.
Desejo-lhe boa caminhada. A partir de agora, já não é meu. É vosso. Gozem-no com o mesmo prazer que eu vivi ao escrevê-lo".
.A bailarina
de Auschwit dança agora nos céus
Já não está entre nós a bailarina de Auschwitz: Edith Eva Eger subiu aos céus aos 99 anos. Edith foi uma psicóloga de renome mundial, conferencista e autora, amplamente conhecida por ser uma sobrevivente do Holocausto. A sua história é uma das mais poderosas demonstrações de resiliência e cura do século XXI.
Dançar para Mengele
Nascida na Hungria, Edith era uma jovem bailarina e ginasta quando, em 1944, foi enviada para o campo de concentração de Auschwitz com a sua família. Os seus pais foram assassinados na câmara de gás logo à chegada. Edith sobreviveu a condições inimagináveis, incluindo o momento em que foi forçada a dançar para Josef Mengele (o "Anjo da Morte") para salvar a sua própria vida.
Após a guerra, mudou-se para os Estados Unidos, onde reconstruiu a sua vida. Já adulta e mãe, decidiu estudar psicologia, doutorando-se na área. Tornou-se discípula e amiga próxima de Viktor Frankl (autor de O Homem em Busca de Sentido), que a ajudou a compreender que, embora não pudesse mudar o passado, podia escolher como reagir a ele.

Edith tornou-se mundialmente famosa com a publicação das suas memórias:
"A Bailarina de Auschwitz" (The Choice): Um best-seller onde detalha a sua experiência na guerra e o seu processo de cura. O tema central é que a pior prisão não foi o campo de concentração, mas sim a "prisão da mente" que construímos para nós mesmos.
"A Libertação" (The Gift): Um guia prático onde partilha ferramentas para lidar com o trauma, o luto e o medo.
A Dra. Eger era carinhosamente chamada de "Anne Frank que sobreviveu". O seu trabalho focou-se em ajudar as pessoas a saírem do papel de vítimas e a encontrarem a liberdade através do perdão (especialmente o perdão a si mesmas) e da escolha consciente da alegria.
"Não podemos escolher o que nos acontece, mas podemos escolher como viver depois do trauma." — Edith Eger
Apaguem a luz!
acabou a Fundação da risota

Joe Berardo: foi o penúltimo a rir
Acabou a Fundação Berardo por via de sentença definitiva do Supremo Tribunal Administrativo que colocou um ponto final ao impasse de vários anos. O tribunal concluiu que a fundação tinha deixado de prosseguir os fins de interesse social e cultural para os quais fora criada,
A partir do momento em que a fundação deixa de existir legalmente, as obras de arte (o famoso acervo com peças de Picasso, Miró, Dalí e Warhol) perdem a sua "capa" protetora. Embora os quadros continuem fisicamente guardados e expostos no MAC/CCB em Belém — porque o Estado português os blindou com o estatuto de interesse público para que não saiam do país —, a titularidade jurídica muda de mãos. Os bancos credores assumem o controlo desses títulos para começar a abater a dívida.
A caça aos bens e às "Portas Giratórias"
Os grandes bancos (CGD, BCP e Novo Banco) avançam agora sem entraves para tentar reaver os 980 milhões de euros. O foco sai da fundação e vira-se para o património pessoal, para as empresas satélite e para as famosas "portas giratórias" financeiras. O objetivo é executar todas as garantias financeiras e reter saldos bancários, participações sociais e imóveis que estivessem sob o raio de ação de Berardo e dos seus familiares diretos.
O desfecho na Justiça Criminal
A par da extinção administrativa da fundação, corre em paralelo o processo-crime no Tribunal Central de Instrução Criminal, onde Joe Berardo e o seu advogado de longa data foram pronunciados por crimes de burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Sem o argumento de que a fundação era uma entidade autónoma de utilidade pública, a tese da acusação ganha ainda mais força, deixando a defesa civil e criminal praticamente sem margem de manobra.

O quadro "Tête de Femme" (1909) – Pablo Picasso é uma das joias da coroa da coleção. Trata-se de uma obra-prima do cubismo analítico, uma fase crucial da história da arte mundial onde Picasso começou a desfragmentar a perspetiva tradicional e as formas geométricas. É uma das peças mais valiosas e requisitadas para exposições internacionais.
"Oedipus Rex" (1922) – Max Ernst Uma pintura marcante do Surrealismo, carregada de simbolismo psicológico e enigma visual."Tableau with Yellow, Black, Blue, Grey" (1923) – Piet Mondrian Uma obra fundamental do Neoplasticismo. É um exemplo perfeito da pureza geométrica e do uso de linhas e cores primárias que definiram a revolução abstrata de Mondrian.

Outras obras de importância equivalente "Tête de jeune fille à la frange" – Amedeo Modigliani
Um retrato expressionista com o traço melancólico e os olhos amendoados típicos do mestre italiano, de altíssimo valor museológico.
"Judy Garland" (1979) – Andy Warhol Representando a Pop Art, este retrato icónico da famosa atriz americana demonstra a transição da coleção para as vanguardas da segunda metade do século XX.. "Oedipus Rex" (1922) – Max Ernst Uma pintura marcante do Surrealismo, carregada de simbolismo psicológico e enigma visual.

"Tableau with Yellow, Black, Blue, Grey" (1923) – Piet Mondrian Uma obra fundamental do Neoplasticismo. É um exemplo perfeito da pureza geométrica e do uso de linhas e cores primárias que definiram a revolução abstrata de Mondrian.

Activistas presos e humilhados em acção ilegal de Isra3l
Governo português condena Isra3l
Paulo Rangel: é intolerável a atitude do ministro israelita Ben Gvir

A gota de água num garrafão cheio
"É uma situação absolutamente inaceitável"
afirmou perentoriamente o Primeiro-Ministro Luís Montenegro em Andorra, em declarações captadas pela RTP, referindo-se à interceção da flotilha humanitária por Isra3l.
E "Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Isra3l", aguardando evolução nos próximos encontros.

Em sintonia, o Ministério dos Negócios Estrangeiros condenou veementemente o "comportamento intolerável" do ministro israelita Ben Gvir e o tratamento humilhante infligido aos ativistas.
Na embarcação intercetada em águas internacionais seguiam dois médicos portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, que se encontram detidos, motivando uma exigência de intervenção diplomática urgente.
Médicos portugueses presos por militares de Isra3l
É ilegal a detenção de dois portugueses na "Flotilha", a caminho do Estado da Palestina. As forças armadas de Isra3l atuaram em águas internacionais, perto de Chipre, cometendo uma violação do direito marítimo ao deter Maria Beatriz Barroca Bartilotti Matos e Gonçalo Dias, que seguiam na embarcação Tenaz.
Maria Beatriz descreve-se como "internacionalista, ecologista e ativista com o coletivo 'Humans Before Borders'". "Acredito na ação direta e na desobediência civil como importantes ferramentas rumo à utopia pela qual lutamos", diz a médica com experiência em campos de refugiados.
Gonçalo Dias é um "ativista pelos direitos humanos, médico generalista e redutor de danos com experiência em busca e salvamento", que trabalha na rua no Porto. A interceção desta tripulação expõe o desrespeito pelas missões humanitárias, exigindo a intervenção imediata de Portugal.
Direito do Mar foi violado
Ao intercetar e deter os dois cidadãos portugueses a bordo da embarcação Tenaz em águas internacionais (alto mar) perto de Chipre, as forças armadas de Isra3l violaram normas fundamentais do Direito Marítimo Internacional e do Direito Internacional Público, consagradas principalmente na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM / UNCLOS).
Os principais artigos e princípios infringidos foram os seguintes:
Violação do Princípio da Liberdade do Alto Mar
Artigo 87.º da CNUDM (Liberdade do Alto Mar): Este artigo estipula que o alto mar está aberto a todos os Estados e garante a liberdade de navegação. Nenhum Estado pode legitimamente pretender submeter qualquer parte do alto mar à sua soberania. Ao intercetar uma embarcação civil em águas internacionais, Israel violou o direito de livre circulação da embarcação.
Violação da Jurisdição Exclusiva do Estado de Bandeira
Artigo 92.º da CNUDM (Estatuto dos Navios): Determina que as embarcações navegam sob a bandeira de um único Estado e estão sujeitas à sua jurisdição exclusiva em alto mar. Salvo em casos excecionais previstos em tratados internacionais (como pirataria ou tráfico de escravos), nenhum outro país tem o direito de abordar, revistar ou reter o navio sem autorização do Estado de bandeira da embarcação.
Abordagem Ilegal em Alto Mar
Artigo 110.º da CNUDM (Direito de Visita): Este artigo estabelece as únicas condições em que um navio de guerra pode abordar um navio civil estrangeiro em
alto mar (suspeita de pirataria, tráfico de escravos, transmissões não autorizadas, ou falta de nacionalidade).Como a frota humanitária não se enquadrava em nenhuma destas exceções, a abordagem militar constitui um ato ilegal de agressão e interferência.
4. Ofensa aos Direitos Consuetudinários de Assistência Humanitária

Direito Internacional Humanitário e Convenções de Genebra: Embora estas convenções regulem os conflitos em terra, o desvio e o bloqueio de pessoal médico e de assistência (ambos os portugueses são médicos ativistas) viola o princípio internacional de que missões humanitárias, médicas e de ajuda a populações civis em sofrimento devem ser protegidas e ter passagem facilitada, desde que não transportem contrabando de guerra.
Ao ignorar estes artigos, a ação militar transformou-se numa detenção arbitrária e ilegal de cidadãos estrangeiros sob o ponto de vista do direito internacional, gerando a base para o conflito diplomático com o Estado português.
Diário de Notícias vende 1000 jornais por dia, Correio da Manhã 30 mil
Jornais portugueses vão fechar portas!
e a Democracia vai morrer

A morte do jornalismo está a um passo em toda a Europa e ainda mais em Portugal, onde a dispersão urbanística consome quase 30% do preço de capa por causa do custo distribuição. Se juntar-nos 20% para o vendedor e 25% para a impressão, dá 75%.
Restam 25% para água, luz, amortizações e para pagar a 40 jornalistas, que tanto fazem um jornal para 300 mil leitores como para 30 mil.

A culpa pode ser da crise e da net: O Correio da Manhã tira 30 mil exemplares, o Jornal de Noticias 9 mil, o Público 8 mil e o Diário de Notícias mil, apenas
Dentro de poucos meses não existirão jornais e as tvs vão perder as agendas feitas em cima das noticias destes 4 jornais.
A culpa é nossa por colarmos o rabo no sofá e por abandonarmos o centro das cidades para infelizes imigrantes - presos a redes que lhes sacam altos valores por viagem, confiscam passaportes e os colocam a viver em paletes.
Temos casas com chão de mármore, pópó à porta,. Mas com as duas mãos no volante não conseguimos ler jornais. Contentamo-nos com novelas estúpidas e redes sociais de vómito.
Todos os dias acordamos a protestar contra o Estado, almoçamos a protestar contra o Estado e dormimos como santos a vociferar contra o Estado.
O Estado somos nós e deixamos que um Primeiro Ministro ganhe 4 mil euros de avença de uma bomba de gasolina.
Vociferamos contra a médica que passou centenas de reformas falsas, mas desculpamos quem ficou com elas. "Fizeram eles se não bem!".
Os jornais não devem ter apoios para ser independentes. O caminho reconquistar os leitores.
E nós, os leitores, precisamos regressar às cidades e acabar com o forrobodó dos políticos que gastam, por ano, 150 mil euros em almoços de "trabalho", e passam por ser excelentes.
Venha um Podemos à portuguesa!" para acabar com este hipócrita desleixo que nos está a matar.
China é o maior investidor internacional



A recente visita de Trump à China pode ser comparada a um barco de rumo errático, com um mau lastro. O lastro de várias guerras que alimentam a poderosa e gulosa indústria de armamento, que desgraça os americanos e o mundo.
A China tornou-se no maior investidor internacional. Os Estados Unidos da América tornaram-se na maior fábrica de guerras, que estrangulam a economia mundial e que nos fazem pagar a gasolina a 2,10 euros.
Todas as fotos de Trump com Xi Xiping espelham a enorme atrapalhação de um e a serena segurança do outro.
Trump é um empreiteiro da construção de prédios que utiliza a retórica de expansão e controlo que choca o mundo, querendo a anexação da Gronelândia e integração nos EUA do Canadá. Em contraste, Xi Jinping age com tradicional paciência chinesa, trocando delicadezas diplomáticas com Taiwan, que, há muito anos, reclama como parte integrante da China
Os Estados Unidos são aliados de Isar3l nos bombardeamentos de Gaza, Líbano e Irão, raptam de Maduro, atacam a Nigéria e vão invadir Cuba.
A China constrói pontes, barragens, estradas transnacionais e TGVs, que envergonham os EUA, pioneiros no transporte ferroviário.
A China tirou, em 20 anos, 650 milhões de chineses da pobreza elevando-os à classe média. Os EUA em 10 anos aumentaram para 26 milhões os americanos que vivem sem tecto nas ruas da América.
O exemplo mais emblemático desta gigantesca diferença será o Metro de Xangai ou Pequim e... o Metro de Nova York. Está tudo dito. jrr

Os "Gigantes" literários da China
Estes autores são os mais lidos internacionalmente e oferecem uma visãoclara da China moderna:
Mo Yan: O primeiro cidadão chinês a vencer o Prémio Nobel da Literatura (2012). A sua escrita é descrita como "realismo alucinatório", misturando contos populares, história e o surreal. Obra essencial: "Sorgo Vermelho".
Mo Yan: o primeiro Nobel chinês
Yu Hua: Conhecido pelo seu estilo direto e por retratar a brutalidade da Revolução Cultural e a transição para o capitalismo com um humor negro único. Obra essencial: "Viver" (um dos livros mais importantes da China moderna). Yan Lianke: Um dos autores mais controversos e frequentemente banido na China. As suas sátiras políticas são mordazes e profundas. Obra essencial: "Servir o Povo".
Ficção Científica
A China é hoje uma potência na ficção científica, explorando temas como tecnologia, política e o destino da humanidade.
Liu Cixin: O autor que colocou a ficção científica chinesa no mapa mundial. O seu trabalho é admirado por figuras como Barack Obama.Obra essencial: "O Problema dos Três Corpos" (agora uma série de grande sucesso).
Can Xue: a um passo do Nobel
Vozes Femininas
Eileen Chang (Zhang Ailing): Uma das escritoras mais queridas do século XX. Retratou como ninguém as tensões amorosas e sociais na Xangai e Hong Kong dos anos 40. "Lust, Caution" (Desejo, Cuidado).
Can Xue Frequentemente apontada como candidata ao Nobel, a sua escrita é experimental, vanguardista e muito próxima do universo de Kafka.
Para entender a alma chinesa, é impossível ignorar os autores da antiguidade: Lao Tzu (Laozi): Atribuído a ele o "Tao Te Ching", a base do Taoísmo. Li Bai e Du Fu: Os dois maiores poetas da Dinastia Tang (a idade de ouro da poesia). Li Bai é o romântico e livre; Du Fu é o mestre do realismo e da consciência social. Cao Xueqin: Autor de "O Sonho da Câmara Vermelha", considerada a maior obra-prima da ficção clássica chinesa, um retrato detalhado da aristocracia da Dinastia Qing.




Carol Guzy com 4 Pulitzers
A vencedora da World Press Photo of the Year de 2026 é a fotógrafa norte-americana Carol Guzy, com a imagem intitulada Separated By ICE, captada a 26 de agosto de 2025 no edifício federal Jacob K. Javits, em Nova Iorque. A fotografia regista o momento angustiante em que Luis, um migrante equatoriano, é detido por agentes da imigração após uma audiência em tribunal, enquanto as suas filhas se agarram a ele desesperadas. Entre os vencedores e finalistas deste ano, que contou com mais de 57 mil fotografias de 141 países, destacam-se também Saber Nuraldin, que captou palestinianos a cercarem um camião de ajuda em Gaza, e Victor J. Blue, que retratou as mulheres indígenas Maya Achi na Guatemala após vencerem uma batalha legal de 40 anos. O prémio reforça a importância do testemunho visual em zonas onde a história acontece, muitas vezes, sem outras testemunhas, premiando imagens que denunciam políticas sistémicas e celebram a resiliência humana.
ICE ganha World Press 2026

Carol Guzy é uma das fotojornalistas mais respeitadas do mundo, sendo a primeira profissional a conquistar quatro Prémios Pulitzer. Antiga enfermeira, transpôs essa sensibilidade humanitária para a lente, focando-se no sofrimento e na resiliência em cenários de crise ao serviço do The Miami Herald e do The Washington Post. Os seus Pulitzers, atribuídos entre 1986 e 2011, documentam eventos históricos como a erupção do vulcão Nevado del Ruiz, a crise no Kosovo e o sismo devastador no Haiti. Atualmente a trabalhar para a ZUMA Press, Carol continua a ser uma voz visual indispensável na denúncia de injustiças sociais.
Em 2026, o seu legado foi novamente consagrado ao vencer o World Press Photo of the Year com a imagem Separated By ICE. A fotografia regista a detenção de um pai migrante perante o desespero das filhas em Nova Iorque, servindo de testemunho cru sobre a dureza das políticas de imigração. A sua carreira é marcada por uma empatia profunda, provando que o fotojornalismo é uma ferramenta vital para dar visibilidade aos esquecidos da história.


Senhor Padre
— Sr. Padre! Sr. Padre! Acorde, Santo Deus! Subiram as escadas que iam do adro para a casa do vigário, no primeiro andar por cima da igreja, e bateram à porta. Cinco pancadas compassadas, repetidas por duas vezes. Sem esperar que o Padre assomasse, abriram-na. Todos os paroquianos sabiam onde estava a chave do salão paroquial.
Atravessaram por entre as cadeiras de madeira onde descansavam os bandolins, os bandoloncelos e as violas de arco, tropeçaram em livros e jornais, e empurraram devagar a porta que ligava o salão à casa do Padre. Do lado esquerdo, a cozinha, vazia, e, em frente, a porta do quarto, fechada. — Padre Martins!

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Acuda-nos, Sr. Vigário!Sabia-se que o Sr. Padre não abria a porta do quarto a ninguém. O povo da Ribeira Seca, como o de qualquer aldeia, era dado a falar, mas o quarto fechado do Padre, que conhecia todas as casas da aldeia — e nelas sempre mesa posta, à sua espera —, não despertava qualquer
curiosidade.Nessa noite, como era hábito, Martins tinha idotarde para a cama. Era noctívago, gostava do silêncio e do escuro da noite — nessas horas compunha as músicas, pensava os sermões e escrevia alguma poesia.
As missas da alvorada, as das sete da manhã, a que nunca faltou, custavam-lhe. Ia cheio de sono, enrolando um pouco mais as palavras, já desmaiadas pela pronúncia de Machico.Ainda na cama ouviu o chilrar do melro preto.

Assim se diz na Madeira do gorjear deste pássaro negro, que começava a cantarolar em fevereiro, no fim do inverno. Desfrutava da companhia do pássaro, que poisava no parapeito da sua varanda. Abertura de O Canto do Melro, a Vida do Padre Martins, romance histórico que escrevi sobre Portugal, a ditadura, a revolução e o pós 25 de Novembro, sobre o meu amigo, o Padre José Martins. (Bertrand).



A história de Aesha Ash merece o topo do botequim.pt, porque é o contrário feliz da vida dos construtores ordinários de condomínios ; que semeiam guerras em todos os cantos, fazendo subir - de forma deliberada - os preços dos combustiveis, comida e habitação.
A vida de Aesha Ash testemunho poderoso de resiliência, graça e do uso da arte como ferramenta de transformação social. Ela não só conquistou o seu espaço como bailarina profissional, mas transformou a sua carreira numa missão de representatividade.
Entrar para o prestigiado New York City Ballet (NYCB) é um feito extraordinário para qualquer

bailarina, mas para Aesha Ash teve um significado duplo. Como uma das poucas mulheres negras na companhia durante os anos 1990 e início dos anos 2000, ela teve de quebrar barreiras invisíveis e combater o preconceito enraizado de que os corpos
negros não possuíam a "linearidade" ou a "delicadeza" exigidas para o balé clássico. A sua técnica irrepreensível provou o contrário nos palcos mais exigentes do mundo.

O Projeto Sonhos de Cisne
Após reformar-se dos palcos das grandes companhias, Aesha canalizou a sua paixão para o ativismo visual através do The Swan Dreams Project. O objetivo central é desmistificar e democratizar a imagem do balé, mudando a perceção pública sobre as mulheres afro-americanas.

O Impacto Visual: Aesha começou a fotografar-se a si mesma vestida com o clássico tutu e sapatilhas de ponta em cenários urbanos e bairros desfavorecidos da sua cidade natal, Rochester. O contraste visual é intencional e poético.
Mensagem para a Infância: Ao levar a alta cultura para as ruas, ela permite que crianças negras se vejam refletidas num papel de extrema elegância, suavidade e dignidade. O projeto transmite a mensagem de que a beleza e a graça são universais e pertencem a qualquer comunidade, independentemente do contexto socioeconómico.
O Legado de Aesha ASH
Hoje, o trabalho de Aesha Ash vai muito além da fotografia. Ela tornou-se a primeira mulher negra a integrar o corpo docente a tempo inteiro da School of American Ballet (SAB) — a escola oficial do NYCB —, o que lhe permite moldar diretamente o futuro do balé clássico, garantindo que as próximas gerações entrem num ambiente muito mais inclusivo e diverso do que aquele que ela encontrou.




































