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 Bomba Atómica 

estamos de novo a um passo?


Sobreviventes das bombas atômicas que caíram em Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como hibakusha, receberam tratamento médico, incluindo este homem, mulher e criança, fotografados em Hiroshima em 12 de agosto de 1945.

Vai ser lançada bomba nuclear contra o Irão?

Sumiteru Taniguchi tornou-se um ativista mundial contra as armas nucleares. Quando a bomba caiu em Hiroshima, no fim da Segunda Grande Guerra Mundial, ele tinha 16 anos e estava a entregar correio na sua bicicleta. O calor da explosão derreteu a pele das suas costas e queimou o seu rosto.


Uma bomba atómica pode cair a qualquer momento sobre o Irão. Trump não sabe como sair da embrulhada da invasão ao Irão. E Isra3l quer arrasar o Irão. Já o fez na Síria, Gaza, o Líbano está em curso e anexou a Cisjornânias. 

A opção nuclear já tinha sido aventada há 2 amos por um político de extrema-direita do governo de Netan e volta à baila pela impotência de Trump em abrir o Estreito de Ormuz

Israel poderá tentar aproveitar o escasso tempo de Trump para destruir o primeiro país que o reconheceu como Estado em 1947: o Irão. Será uma nova catástrofe do deus que lhe deu o titulo  de "do único povo eleito no fim dos tempos".

As consequências serão piores que Chernobyl. Se o conflito escalar, o rasto de radiação não escolherá fronteiras nem credos. Restará apenas o silêncio de um território transformado em cinza pela incapacidade de recuar no abismo. Mas a Europa ficará sobre os ventos e radiações nucleares. Até Isra3l. Que loucura! jrr

Os meninos assassinados em Gaza, Líbano e Irão 

não ressuscitaram


ver no Youtube


"Vivendo à luz de Deus..."


Quando acreditarmos no poder de Deus e formos mais irmãos, adeptos da partilha e do serviço, perceberemos os sinais da Vida a todo momento, pois estaremos desde agora vivendo à luz de Deus. Feliz Pácoa!  Vatican News

Vatican News

O Evangelho de São João nos diz que no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de Jesus e o encontrou vazio. João faz questão de ressaltar que era de madrugada e ainda estava escuro. Podemos perceber que o evangelista ao registrar que o fato aconteceu no primeiro dia da semana, quer fazer alusão à nova criação. O que ele vai relatar é uma novidade radical, é a vida nova de um homem, não um fato como a denominada ressurreição de Lázaro, que volta à vida, mas continua submetido à necessidade de cuidar de sua saúde, de se alimentar e que voltará a morrer.

Edição botequim.pt de 07 de Abril o a 10 de Abril de 2026, com actualizações diárias

Os azares portugueses de Saramago


Natália Correia disse que comparar Balada da Praia dos Cães de José Cardoso Pires, ao Memorial do Convento de José Saramago era "o mesmo que comparar um Opel com um Mercedes" - o Mercedes era, claro, o Memorial.

Há muita gente em Portugal a detestar José Saramago, sobretudo depois de ele ter recebido o Nobel da literatura. O prémio, ao dar-lhe projecção mundial projectou-o para dimensões intocadas o que se tornou abafante para muitos, muitos que, conhecendo-lhe a origem, a carreira, a ideologia, a aspereza, o orgulho, o talento não o suportaram, não o suportam - ainda.

Não podendo destrui-lo, desvalorizam-no; não conseguindo controlá-lo, limitam-no. Foi sempre assim, mesmo (sobretudo? ) nos meios intelectuais, académicos e políticos onde era subalternizado por não ter canudo, não dispor de obra, não ser obediente.

Os júris da Associação Portuguesa de Escritores recusaram, durante anos, premiá-lo - sendo vários deles seus camaradas de partido.

Recorde-se que preferiram, por exemplo, galardoar a Balada da Praia dos Cães, de José Cardoso Pires, ao Memorial do Convento, obra cimeira da nossa literatura. Isso levou Natália Correia a dizer que comparar um livro com o outro era "o mesmo que comparar um Opel com um Mercedes" - o Mercedes era, claro, o Memorial.

Ele só seria distinguido pela APE com o Evangelho Segundo Jesus Cristo quando, membro do júri, desempatei a votação argumentando corrermos o risco de fazer a mesma figura dos que preferiram A Romaria do Padre Vasco Reis, à Mensagem do Fernando Pessoa.

Enguiçado, o Evangelho seria impedido pelo titular da Cultura de então de concorrer ao Prémio Literário Europeu, por ofender a moral cristã, o que levou ao auto-exílio do autor na ilha de Lanzarote, em Espanha.

Distinguido com o Nobel, os espanhóis organizaram-lhe uma poderosa conferência de imprensa em Madrid apresentando-o como escritor ibérico, forma subtil de o puxarem para si, ultrapassando a inoperância de Portugal. Jorge Sampaio, presidente da República, tentou compensá-lo deslocando-se a Oslo para a cerimónia da entrega do galardão.

Medido por opções político partidárias, não por singularidades literárias, Saramago viu-se sempre condicionado (o Estado português alheou-se do seu funeral), deixando de ser, ao que agora se anuncia, leitura obrigatória no ensino oficial.

"Sou português porque sou filho de Portugal, mas também sou espanhol porque sou adoptado por Lanzarote", sublinhava-nos, " sinto-me como se fosse de um país aumentado que se prolonga até às Canárias, até ao Brasil, até África".

Sibilas fazem já ecoar: o Nobel de Saramago é um canto de cisne na literatura portuguesa. 

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O triunfo da indiferença

durante 120 meses de copo na mão

Saramago foi celebrado no Largo dos Bicos

Um dos Copos por Saramago e por nós onde se vê Alípio de Freitas, Vitorino entre outros, foto tirada por mim

Os pioneiros do Copo no primeiro encontro em Setembro de 2010

De copo em punho, com bom vinho, o extraordinário José Saramago foi celebrado durante 120 meses seguidos, em Lisboa.

Admiradores, católicos ou maçons, todos de copo cheio. Um facto único no mundo. Dezenas de pessoas exultaram José Saramago,

mas Pilar surgiu apenas quatro vezes, em10 anos. Duas vezes para se juntar ao grupo por escasso tempo - porque é talvez pessoa muito atarefada - outras duas em fugazes aparições à janela da fundação, no largo dos Bicos.

Aos dias 16, 17 ou 18, conforme o calendário, os admiradores lá estavam no botilhão a beber e a ler  passagens dos seus livros. Foram momentos extraordinários que a pandemia interrompeu, afastando as pessoas de um evento que fazia história e criava novos leitores e amigos.

Beberam-se mais de 440 garrafas de bom vinho. E o botilhão cresceu para um jantar e depois para uma saída à noite, por iniciativa das gentes de Espanhas,  mais alegres e festivas. 

"Um Copo por Saramago e por nós" devia de ser retomado  Um país só é nação fraterna e feliz quando se escora na literatura, teatro, cinema, ballet, pintura, música ... na Cultura comungada. Expurguemos pois da nação os políticos ordinários e analfabetos. Que varreram as ruas, com o devido respeito pelo "almeidas". José Ramos e Ramos

O Presidente da República António José Seguro condenou firmemente o governo isra3lita por ter impedido  o Patriarca de Jerusálem de celebrar missa na Igreja do Santo Sepulcro, classificando-o como um facto sem precedentes. Esta reação oficial sugere que o governo português poderá adotar no futuro uma atitude política crítica face a Isra3l.

Ao defender a liberdade religiosa como pilar democrático, o Estado sinaliza que não tolerará violações ao direito internacional. Esta posição demonstra também uma clara continuidade na proximidade à Igreja Católica, tal como sucedeu no mandato de Marcelo Rebelo de Sousa.

A condenação do procedimento de Isra3l coloca também o presidente  na rota das posições assumidas por Espanha.

O incidente serviu para clarificar que presidente português  prioriza a proteção do património espiritual e os direitos das comunidades religiosas.

Portugal está envolvido na guerra no Irão

A Autoridade  Aeronáutica Portuguesa quer mais esclarecimentos sobre os certificados dos pilotos que irão operar estes drones, bem como a área prevista para amaragem em caso de emergência. Estas questões foram dirigidas à embaixada dos EUA em Lisboa.

As perguntas "idiotas"

Armas como esta foram usadas pelos americanos no Afeganistão. E afinal qual foi o resultado?

Essa é uma questão que toca no centro da estratégia militar moderna e na própria ética da guerra. O uso intensivo de drones (como o MQ-1 Predator e o MQ-9 Reaper) pelos EUA no Afeganistão e nas regiões de fronteira foi motivado por uma mudança radical na forma de combater a insurgência.

Alcance e Persistência: Diferente de jatos tripulados, os drones podem sobrevoar uma área por até 24 horas seguidas. No terreno montanhoso e remoto do Afeganistão, isso era essencial para monitorar movimentos de grupos que se escondiam facilmente. E depois? Como ficou o Afeganistão?

 Os drones foram apresentados como armas de "precisão extrema". A ideia era usar mísseis para eliminar líderes específicos sem precisar enviar um batalhão o que teoricamente reduziria o rastro da guerra. Não foi o ue aconteceu na escola iraniana onde um drone matou 165 crianças.

O Reaper é um drone classificado como MALE (Medium Altitude, Long Endurance), ou seja, voa a média altitude, mas mantém-se no ar durante longos períodos. Além disso, combina vigilância e reconhecimento com apoio a tropas no terreno.

Tornou-se uma peça central na guerra moderna porque reduz o risco humano direto, permite vigilância contínua durante horas ou dias e executa ataques rápidos e precisos.

O MQ-9 Reaper tem 11 metros de comprimento e uma envergadura de que pode ir até aos 24 metros, o equivalente a um avião comercial pequeno.

De acordo com o fabricante, os MQ-9A têm uma autonomia de mais de 27 horas e podem voar até 15.240 metros de altitude e transportar 1361 quilos de carga externa.

Este drone não é autónomo, sendo controlado por pilotos e operadores em bases terrestres. Pode também ser operado via satélite, o que permite missões globais sem risco direto para pilotos.

Duas dramáticas grandes reportagens na RTP

e o resultado?

 

Um regime a afundar-se


É o cidadão comum que tem culpa do despesismo administrativo, da ostentação nova-rica, das engenharias financeiras, dos branqueamentos dominantes?



Quando os responsáveis não têm argumentos para justificar os seus falhanços, costumam atirar com frases do género, a crise deve-se porque os portugueses vivem acima das suas possibilidades. Depois ficam, enfáticos, a saborear o efeito, o complexo inibitório que provocam no mexilhão (nós).

Nas suas argumentações, as vítimas passam a culpados, os culpados a inocentes - e a salvadores.

Cada vez mais portugueses sabem, porém, que para viver dentro das suas possibilidades já lhes bastou o passado; sabem que não é a renunciar, a adiar que se dignificam enquanto à volta os dirigentes se banqueteiam insaciáveis; sabem que os pés de meia não são garantia de nada, que o melhor é viver a vida pelo melhor pois a mentira, a corrupção, o amiguismo, a demagogia, as impunidades tornaram-se totais.

Tirar a ética pela desfaçatez, o coração pele carteira, o pudor pelo exibicionismo são comportamentos irresistíveis (rendíveis) em tempos de bezerros de oiro – como se fizeram os actuais.

Viver dentro das nossas possibilidades significa, porém, o quê? Voltar à frugalidade (leia-se miséria) de outrora — na comida, na saúde, no agasalho, na assistência, na educação, na cultura, no conforto? ao não aquecimento no Inverno, aos abanicos no Verão, às meias solas nos sapatos, aos fatos virados, à carne duas vezes por ano, às sardinhas de barrica? Significa descrer dos que combateram pela democracia, pela liberdade, pela justiça?

Nenhum governante, nenhum intelectual veio a público dizer o que quer que seja sobre isso, explicar o que vai ser feito ao nosso futuro, e como vai ser feito.


Decididamente, os partidos políticos transformaram-se em partidos autistas, os órgãos de comunicação social em órgãos de adormecimento colectivo.

É o cidadão comum que tem culpa do despesismo administrativo, da ostentação nova-rica, das engenharias financeiras, dos branqueamentos dominantes? Como mobilizá-lo se ele apenas vê serem premiados os incompetentes (vejam-se os administradores que espatifam empresas e logo passam para outras), promovidos os subservientes, festejados os oportunistas, retribuídos os videirinhos, protegidos os corruptos?

As ajudas da Comunidade não foram comunitárias mas lobistas. Concentrações, tecnologias, sinergias, modismos não passam de ludíbrios para diluir-nos a afirmação, a resistência. De antepenúltimos, há 50 anos, no velho continente, passamos para últimos .

A distância entre nós e a Europa (somos o país dela onde mais se trabalha e menos se produz, onde menos se ganha e mais se paga) só aumentou com a integração.

Tijolo a tijolo, o edifício da utopia, sonhado pelos que lutaram contra a ditadura e, depois do 25 de Abril, pela democracia, vai sendo, sem pressa mas com rigor, desmoronado. Ironicamente, alguns dos que ontem prometeram o progresso, são os mesmos que hoje, ajudados pelas suas proles, o querem retroceder.

Tudo aquilo que (com sacrifício, com direito, com merecimento, com persistência) conseguimos juntar, corre o risco de ser penalizado. Combustíveis, portagens, patrimónios serão, ao que se anuncia, aumentados; salários, empregos, assistência, fragilizados.

Triste ironia ouvir, no ano 2026, que por abusos cometidos (por quem?), temos de voltar ao ciclo do cinto apertado, que tão penosamente marcou o século XX.

O fosso entre os integrados no regime e os excluídos dele não pára de crescer. O País fractura-se. Uma guerra civil — com outro nome, outras armas, outros afrontamentos, outras retóricas lavra subterraneamente, enquanto as orquestras de serviço aceleram acordes de um regime a afundar-se.

O mar foi a paixão comum 

de D. Carlos e Alberto Grimaldi 

Ao longo de décadas D. Carlos I e Alberto do Mónaco lançaram bases fundamentais para o estudo das profundezas oceânicas


Um extraordinário acontecimento ocorrido nos mares dos Açores em finais do século XIX projectou o arquipélago no mapa das grandes realizações científicas de então.

Protagonizando uma ousada campanha oceanográfica ao largo da ilha de São Miguel, o Rei D. Carlos e o príncipe de Mónaco, Alberto Grimaldi realizaram, à época, experiências decisivas para o conhecimento das correntes e habitat do Atlântico

Ambos os monarcas tinham a paixão da navegação, faziam desportos e seguiam os progressos ocorridos no estudo dos mares. Alberto do Mónaco era mesmo considerado um importante cientista na área.

O seu iate estava equipado com as melhores tecnologias, permitindo-lhe efectuar colheitas a mais de 5000 metros de profundidade. As quatro embarcações que possuiu ao longo de trinta anos deram um contributo fundamental para o incremento e expansão das ciências marítimas.


Ele gostava especialmente de trabalhar nos Açores, onde realizou onze campanhas, por a sua fauna ser muito rica e pouco conhecida. A localização do arquipélago permitia-lhe, por outro lado, encontrar facilmente um local de abrigo em tempo de tempestades.

As suas actividades influenciaram D. Carlos que equipou o seu iate Amélia com um inovador laboratório para pesquisas ao longo do Atlântico, levando à descoberta de inúmeras espécies. Esse espolio conserva-se actualmente no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. 

Ambos tiveram grande influência, embora indirecta, na criação em 1880 do Museu de História Natural de Ponta Delgada - que guarda um núcleo precioso de peixes, mamíferos e crustáceos

Ao longo de décadas D. Carlos e Alberto do Mónaco lançaram, sem o saber, bases fundamentais para o estudo das profundezas oceânicas – que constituirão no futuro uma riqueza ímpar para Portugal.

Os Açores, mais do que por bases militares estrangeiras, afirmaram-se sempre nos planos cultural, científico e humanista.

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Aos 99 anos, Rui de Carvalho sobe ao Coliseu do Porto

O actor mais velho do mundo

O ator nasceu a 1 de março de 1927, em Lisboa, e celebrou o seu 99.º aniversário no início de março de 2026. É oficialmente reconhecido como o ator mais velho do mundo ainda em atividade, um marco impressionante que ele continua a honrar com o seu regresso aos palcos.

É um acontecimento extraordinário! O Ruy de Carvalho, aos 99 anos, vai mesmo regressar aos palcos com a peça "A Ratoeira" no Coliseu Porto.

Data: O espetáculo está marcado para o dia 22 de abril de 2026, às 21h30. Este regresso acontece após um período de recuperação do ator, que sofreu um AVC em dezembro de 2025. Segundo o encenador Paulo Sousa Costa, foi o próprio Ruy de Carvalho quem mais insistiu para voltar a trabalhar.

A Peça: Trata-se do clássico de Agatha Christie. Ruy de Carvalho interpreta o papel de Major Metcalf. A escolha desta peça foi também estratégica, pois permite ao ator estar presente em momentos-chave sem a exigência física de uma permanência contínua e exaustiva em palco.

Bilhetes: Já se encontram à venda, com preços que variam entre os 28€ e os 35€ (dependendo do lugar, como plateia ou tribuna).

Notável, fantástico, muitos parabéns

O efeito da guerra. 

É tramado...

Hoje vivi duas experiências singulares. Fui à bomba de combustível. Olhei o preçário e, pela primeira vez, vi que o gasóleo está mais caro do que a gasolina. Ainda não refeito desta surpresa, reparo que o litro deste combustível está acima de dois euros.Nunca imaginei que isto fosse possível. Diz-me o funcionário, em tom de desculpa, que é o efeito da guerra. É tramado. 

E de tal modo espantoso que esqueci, por momentos, a minha carteira e dei por mim a pensar nos taxistas, nos motoristas de longo curso, nos tratoristas, em todos aqueles cuja profissão e a vida está ligada a motores de combustão. São milhões de vidas. Milhões de vidas derrotadas pelo capricho da especulação e do confisco sem vergonha. É mesmo tramado!

Workers of world

300.000 pessoas nas ruas de Roma, contra o genocídio na Palestina e a guerra no Irã. No meio da cidade, na rodovia da cidade. Jovens e velhos juntos, animados, barulhentos e determinados.Um protesto também contra o governo Meloni e todos os governos que estão saqueando o mundo com guerras para impor os interesses do capital global.Obrigada Roma, te amo muito

Educação. Já saiu um número especial da Workers of the World sobre educação, que coordenei, tem artigos de Roberto Leher Roberto Valdés Puentes, entre outros. Esta revista académica é editada pela Associação Internacional de estudos das greves e dos conflitos sociais. A edição é do João Carlos. E a tradução da entrevista que realizámos a Carlos Fernandez Liria em inglês pelo António Simões Do Paço.

Não sei o suficiente de psicologia para descortinar as razões desta incapacidade de perceber que se é aquele que se odeia, que se está com as palavras a atiçar uma fogueira onde outros quererão ver-nos arder. 

Mas talvez tudo isto tenha que ver com o mesmo mecanismo que faz um racista abrir uma exceção para "um amigo preto", um homofóbico exibir "um amigo gay" ou um machista ressalvar sempre que ama "a mulher e as irmãs". O ódio funciona melhor quando é abstrato. Odiar categorias é fácil. Odiar quem nos olha nos olhos é muito mais difícil.

com as palavras a atiçar uma fogueira

como é que o cinema 

pode mostrar o horror?

Impossível esquecer o sorriso de Fatima Hassouna (primeira imagem) no filme Com a Alma na Mão, Caminha, da realizadora iraniana Sepideh Farsi. Fatima foi morta, em Gaza, com toda a sua família, num ataque israelita, um dia depois de ter sido anunciado que o filme iria ao Festival de Cannes. 

 No podcast #No Escuro, do @publico.pt, eu e o @camaraescuro falamos dela a propósito de um outro filme que acaba de estrear, A Voz de Hind Rajab (fotos 2 e 3), que conta a tragédia de uma criança palestiniana sozinha num carro, rodeada por familiares mortos, e que pede ajuda ao Crescente Vermelho por telefone. 

A realizadora, a tunisina Kahouter Ben Hania, justifica o uso das gravações e da voz real. 

E nós discutimos os limites da ética, a mistura, ou não, de realidade e ficção, e até que ponto a eficácia de uma mensagem política deve sobrepôr-se a tudo o resto. 

O documentário No Other Land, uma coprodução de palestinianos e israelitas (imagem 4), abre ainda mais o debate, que inevitavelmente chega ao Holocausto (na última imagem, o Filho de Saul) e à pergunta: como é que o cinema pode mostrar o horror? Podem ouvir-nos no site do Público ou nas plataformas de podcasts. 


uma unidade ibérica, que infelizmente não existe

A Europa e o Mundo ficam a conhecer melhor Pedro Sánchez, primeiro-ministro de Espanha. Além do seu rotundo "não à guerra",

 

Ele havia reconhecido o Estado da Palestina, clamara – e ei-lo agora a enfrentar o imperador Trump na questão dos acordos comerciais celebrados entre os dois países. 

Devia a Europa saudar a ideologia, a firmeza e as convicções deste político que nos tange a partir de Espanha contra a fralda suja do mundo. E devia este triste governo português abrir os olhos, usar da razão e da consciência por esta voz que nos apela a uma unidade ibérica que infelizmente não existe, nunca existiu e não se sabe porquê. 

O melhor que sei fazer.. é sonhar

Qualquer coisa pergunta-me qualquer coisa uma tolice um mistério indecifrável simplesmente para que eu saiba que queres ainda saber para que mesmo sem te responder saibas o que te quero dizer

"Dói-te alguma coisa?-Dói-me a vida, doutor.(...) -E o que fazes quando te assaltam essas dores?-O melhor que sei fazer, excelência.-E o que é?-É sonhar."

o senhor é o salvador.amamentado, passe-se o termo de leite, na caixa do ponto e nos estreitos corredores dos teatros do parque mayer, havia entre plumas e

o senhor é o salvador 

piadas e correrias e caixas de maquilhagem e palmas e camarins um farol da minha meninice que à vez era a lanterna do senhor meu pai. e em nunca lhe ter chegado ao colo, mil vezes o vi passar ao colo do ponto, na caixa à boca de cena, até ter idade e tamanho para me render em temperamento ao seu génio.

um dia tratei-o por 'pá'. ou 'tu', ou algo de parecido e de igual substância. em estéreo, eu e o meu irmão fernandinho à porta do camarim do eugénio só queriamos que ele soubesse que em o querendo tão bem o adorávamos ao ponto de lhe emprestar os nossos berlindes dos marrais, bilas ou ganhas.

e disse o mestre: 'vocês, os Mendes, são uns amores mas por causa da diferença de idade daqui para frente tratam-me por 'senhor Salvador'. e assim se fez e disso é feito. lembro-me de o ver soprar as velas do bolo, um 31 de março parecido com o de hoje, de lhe estar acotovelado não fosse ele deixar esquecida uma vela acesa por benesse. uma entre 118, agora que cuido das contas feitas.

 Miguel sujeito a terapia anti-gay


Nos últimos dias, o país foi novamente confrontado com a história do Miguel Salazar e com o seu relato corajoso sobre os maus-tratos físicos e psicológicos 


que sofreu às mãos de sua mãe, Maria Helena Costa, ideóloga e dirigente do Chega.

Miguel foi submetido a "terapias" de conversão, como se a homossexualidade fosse uma doença que é preciso tratar. Em 2024, Portugal deu um passo importante ao proibir estas práticas. Hoje, no plenário do Parlamento Europeu, será debatida a proibição das terapias de conversão na União Europeia. 

Este debate nasce através de uma iniciativa de Cidadania Europeia, que recolheu mais de um milhão de assinaturas contra estas "terapias".Porque ninguém precisa de ser "curado" ou deve ser punido por ser quem é. Porque dignidade não se negocia.Porque os direitos humanos não têm fronteiras.Quando há direitos humanos em risco, são os direitos de todos que estão ameçados.  

Miguel Sousa Tavares considera que André Ventura está "desesperado" e que, ao adotar o discurso de 'sou eu contra as elites', está a ser "populista e demagogo". "André Ventura não é elite? É formado em Direito. (…) O povo é isto? 

Se as elites são aqueles que leram alguns livros, que pensaram em algumas coisas, que contribuíram para a cultura deste país, (…) de facto constato que o Chega não tem um escritor, um pintor, um cineasta, um arquiteto, um físico, um investigador, ninguém. Tem o historiador Rui Ramos, parece, é a única pessoa do setor cultural. André Ventura acha que isto é uma vantagem? Acha que isto é bom para o país? Eu não acho", afirma Miguel Sousa Tavares, na CNN.


isto é bom para o país?

O elogio da estupidez de Felipe de Melo

O caso Eva Cruzeiro: do insulto do Chega à distração do PS

A loucura está à solta na Assembleia da República e o caso da deputada Eva Cruzeiro é o exemplo mais evidente. Um deputado do Chega, Filipe Melo, decide mandar uma deputada "para a sua terra", por causa da sua cor de pele e a resposta do sistema foi um insulto aos eleitores portugueses. 

Em rigor, o deputado Felipe Melo tem estado  associado a vários comportamentos  muito censuráveis. Por exemplo, os beijos para Isabel Moreira, em plena sessão da Assembleia da República.

Por causa  do vai para a tua terra, Eva Cruzeiro, deputada do Partido Socialista, acusou o deputado do Chega de racismo e xenofobia. E o que faz a comissão parlamentar nomeada para o assunto? Sancionou Eva Cruzeiro, por considerar a resposta da deputada  "desapropriada". 

Pior, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista afirma agora que votou por distração a favor da sanção, contra a deputada. Foi "por engano". 

E elogio da loucura do Chega já contaminou o Partido Socialista. josé ramos e ramos

Cartoonistas batem em Trump 

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Barco-Atelier de Monet volta a Quai d'Órsay


Entrei no Museu d'Orsay para ver a "novidade", o "Barco-Atelier" de Claude Monet. Os objetos não deveriam tocar, deveriam ser apenas úteis, arrumados na sua função de "arte". E, no entanto, este Monet toca-me. É insuportável. Sinto as pinceladas da água como se fossem bichos vivos que me fitam do centro da sala.

Olho para a massa de tinta de Monet, para aquele empastamento que esteve escondido décadas, e sinto o mesmo enjoo doce que me invadiu à beira-mar. É uma náusea nas mãos. A existência do "Barco-Ateliê" desvendou-se de repente, perdeu o seu aspeto inofensivo de "impressionismo" ou de "categoria histórica": era a própria massa das coisas, uma abundância obscena de azuis e verdes que não pede licença para ser.

Os críticos falam de luz e de reflexos; mas esse é o mundo das explicações, e ele nada tem a ver com a existência bruta daquela tela de Monet

O museu é gratuito. Paris, lá fora, é gratuita. E eu próprio, parado perante aquela existência inútil e pesada, sinto o coração revirar-se. Tudo começa a flutuar na consciência de que nada, nem mesmo aquele barco pintado, tem uma razão para estar aqui. João P. Saragoça

O humor não tem preço

A nova VISÃO

Os jornalistas da Visão planeiam um negócio "prudente e realista" para os próximos dez anos. A estratégia foca-se na viabilidade económica, evitando riscos financeiros desnecessários. 

Gaza foi arrasada 

pelos isra3litas de Natan

https://youtu.be/828CNVdQZ1I?si=OqIvzQfoi1FWLQLH

Os palestinianos morrem de sede sob um céu de fogo, enquanto a água lhes é roubada pela mão de ferro que tudo boicota. É o horror puro: eles não têm pão, eles não têm combustível, eles não têm nada senão o pó da destruição. Em Telavive, vive-se o brilho fútil de uma cidade europeia; ali mesmo ao lado, na Faixa de Gaza, morre-se com a crueza do Sudão do Sul. Nós olhamos e nada fazemos. 


Tu sentes o aperto na garganta perante este silêncio? Vós, que detendes o poder, permitis que eles sejam reduzidos ao nada. É inaceitável que uns habitem o conforto enquanto outros se finam na lama da miséria. A morte por sede é a mais lenta das demolições humanas. Raul B. Gomes

https://youtu.be/3RT_0wBThns?si=OG-psgrEMaCgboK5


Menina carrega irmã em busca de auxilio

O video (https://youtu.be/demZteM3ofM?si=wnVGDhQOF4nIO36D) de menina de 8 anos, carregando a irmã doente em busca de auxílio, ficou como triste emblema da invasão de Gaza por Israel. As crianças estão a morrer de fome em casa enquanto os bombardeamentos incessantes reduzem a pó os acordos inúteis assinados em gabinetes distantes. 

https://youtu.be/muzQ2haFBDs?si=tz_Yo1G4cRH07mmy

O drama da Estátua da Liberdade

 Universidadede Tsinghua

https://youtu.be/Cs45UV_DUIw?si=nEhhAa2ikP32KHD_

https://youtu.be/qdlEqd30MYM?si=LIlQS5xZDiNbnjxX

https://youtu.be/m4AZcZKpf-s?si=3j6svEpH-EH__j9u

A China lidera o ranking mundial de universidades, consolidando a sua hegemonia no conhecimento e na inovação tecnológica. Aprender mandarim tornou-se essencial perante a ascensão da China a potência dominante e líder do comércio global. 

Sendo a língua de negócios do futuro, o seu domínio oferece uma vantagem estratégica única no acesso a mercados e tecnologias de ponta. Mais do que comunicação, é a chave para compreender a nova ordem económica mundial. Investir neste idioma é garantir competitividade num mundo que gravita cada vez mais em torno de Pequim. 

Natália Coreia 

O ódio não vinha das cartilhas

Para Natália, a liberdade era o próprio ar, uma exigência do corpo antes de o ser do espírito. O regime de outrora era o lodo, uma poeira cinzenta que caía sobre as almas e as asfixiava no silêncio das sacristias. Ela sentia um nojo físico por aquela "pátria de mortos-vivos", onde o pensamento era vigiado e a alegria parecia um pecado contra o Estado.

Erguia-se como uma torre de fogo contra o gelo da ditadura. O seu ódio não vinha de cartilhas, mas de uma náusea profunda perante a pequenez de um país que se queria triste, mudo e curvado. Via nos censores uns coveiros da luz, homens de negro que guardavam a chave de uma cela onde Portugal definhava.

Escrevia para rasgar o pano do medo. Para ela, o antigo regime não passava de um inverno longo que gelava o sangue dos novos. Ou se era livre, com a violência dos bichos e a pureza dos astros, ou se era apenas sombra num corredor de convento. Entre a submissão e o abismo, Natália escolhia sempre o grito, porque a liberdade era a única forma de não ser pó antes do tempo.  Raul B. Gomes

Devo-me eterna vendida em hasta pública

Dos olhos tomai pranto, é boa rega, já que a chorar por vós vos dei fartura. Dos ouvidos, silvos que os ocuparam, tomai que até farelo pus em música.
Nos fúlgidos milagres da pombinha embua-se o divino no profano. Tomai polme a ferver de ilhoa irada, mesmo o coice que dá depois de morta.
Eu deito fogo para não ser queimada. Mas serva e cerva sou por trás da porta. Tomai gestos que são dos sete palmos e para vermes eu não ponho a rubrica.
De publicar-me em pó estais perdoados. Devo-me eterna vendida em hasta pública

Sobre o poema

A Rebeldia: Ela afirma que "deita fogo para não ser queimada", uma metáfora da sua vida de intervenção constante contra o sistema.O Desprezo pela Morte: Ao dizer que não "põe a rubrica" para os vermes, Natália reafirma que a sua essência (a poesia) não morre com o corpo.A "Hasta Pública": É uma ironia sobre como a obra de um poeta, após a morte, passa a pertencer a todos, sendo discutida e "leiloada" pelo público.

Este é o País que a dor inventa

Este é o país que a dor inventa. / Onde a luz é um punhal de mansidão. / E o povo que em silêncio se alimenta. / Do pão que amassa com a solidão. / Ó pátria de naufrágios e de lendas. / Onde o mar é o limite do desejo. / Abre as janelas, tira as tuas vendas. / E vê o sol no último bocejo. / Porque a vida é um fogo que se acende. / No peito de quem nunca se rende.

Um dos poemas de Natália Correia com maior carga de intervenção social — e que se tornou um hino contra a repressão do Estado Novo — é a "Queixa das Almas Jovens Censuradas".

Este poema é uma crítica feroz à forma como a ditadura tentava "domesticar" a juventude, oferecendo uma educação vazia e um futuro sem liberdade. Foi mais tarde imortalizado pela voz de José Mário Branco.

Queixa das Almas Jovens Censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete e uma alma para ir à escola mais um letreiro que promete raízes, hastes e corola.

Dão-nos um mapa imaginário que tem a forma de uma cidade mais um relógio e um calendário onde não vem a nossa idade.
Penteiam-nos os crânios ermos com as cabeleiras das avós para jamais nos parecermos connosco quando estamos sós.

Dão-nos um bolo que é a história da nossa história sem enredo e não nos soa na memória outra palavra que o medo.
Dão-nos um nome e um jornal um avião e um violino mas não nos dão o animal

Dão-nos marujos de papelão por isso a nossa dimensão não é a vida, nem é a morte.

Em 1982, durante um debate sobre o aborto, o deputado João Morgado afirmou que "o ato sexual é para fazer filhos". Natália pediu a palavra e, de improviso, declamou:

"Já que o coito — diz Morgado — tem como fim cristalino, preciso e imaculado fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão sexual petisco manduca, temos na procriação prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento, lógica é a conclusão de que o viril instrumento só usou — parca ração! —
uma vez. 

E se a função faz o órgão — diz o ditado —, consumada essa exceção, ficou capado o Morgado."

Este episódio ficou para a história como um dos momentos de maior irreverência e inteligência na resposta ao conservadorismo da época.

Jóias Dinásticas

no Hotel de la Marine, em Paris


Sheikh Hamad bin Abdullah Al-Thani, é um proeminente coleccionador do Qatar e um apaixonado por arte e um grande mecenas.

Este Príncipe lembra a família Medici, que governou Florença e depois a Toscana até 1737, com alguns intervalos no meio. Além de muitos empreendores, os Medicis amavam arte e como mecenas financiavam e investiam em arte.

Após as duas edições anteriores, dedicadas respectivamente às artes da Idade Média e do Renascimento, esta exposição agora patente no Hotel de Paris, reúne jóias magníficas, raras, históricas e de grande importância, provenientes tanto das colecções do prestigiado museu londrino Victoria & Albert quanto da Colecção Al Thani, muitas das quais são exibidas na França pela primeira vez. (texto continua na página 3)