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O dinheiro é curto para a pensão
235 homens de camisa limpa
- Isto não vai bem, pá! O dinheiro é curto para a pensão de alimentos da menina e para alugar um quarto. E olhava o Tejo indiferente a espraiar-se.

- Sabes? Foi o doutor António Roseiro quem me trouxe para o centro depois do divórcio. Era homem bom, de forte têmpera. - Conheceste o ser doutor? Foi ele e o doutor Soares, quem se pôs de pé isto. - Um monte de quartos com dois beliches cada, cujo tecto é o telhado do armazém.-Mas serve nuito bem. - O juiz tinha uma caneta de ouro.
O sol nascia como uma ferida aberta, expondo o escárnio dos prédios luxuosos com janelas cegas, ue estão a crescer aos magotes, enquanto o relatório da OCDE cospe a verdade: 730.000 casas vazias num país que prefere tijolo a cimento que rende muito mais que os zero virgula nada do dinheiro nos bancos.
Sinto em Xabregas, o calor da vergonha a esmagar 235 homens de camisa limpa, náufragos de um sistema hipócrita. São operários e estafetas que os tribunais expulsaram de casa, despojando-os da chave da porta e do riso dos filhos.
Nesta terra onde se apanha e se esconde uma caneta BIC perdida naquele momento, António Roseiro ergueu a Associação Vitae para que a dignidade não seja devorada. No deserto de betão a rotina é uma paciência gélida: banho, sopa até às 19 horas e a expulsão às oito e meia para o desterro das ruas da cidade que ainda se espergiça. - Eles acolhem, é verdade mas nunca acorrem à nudez de não ter um tecto. João S. Medeiro
Raul B. Gomes
Visconde de Ferreira vive num porão
— Olhai-me para isto! — exclamei erguendo o candeeiro na treva dos depósitos do Museu Nacional de Arte Antiga, onde o ar cheira a glórias defuntas. Caminho devagar, tropeçando em molduras douradas que se amontoam nestes corredores sem fim, um labirinto de tábuas e lona que sufoca o génio. — Olhai para este Retrato do Primeiro Visconde de Azevedo Ferreira, empilhado como um móvel velho. O mestre Columbano deu-lhe a alma entre 1881 e 1883, fixando nesse óleo a dignidade. Passo a mão pela tin ta de dois séculos: É admirável a nossa queda para o desperdício. Esta é a obra é amais emblemática do chamado "Museu que não se vê", condenada ao limbo das reservas, porque o Portugal oficial não tem paredes... não decência para a expor.
O meu infeliz Visconde desvanece longe dos portugueses, amordaçado pela falta de espaço permanente, porque somos um povo que guardamos o génio na despensa, ao lado das vassouras.
O Visconde foi condenado a viver num porão, à espera que alguém acenda uma chama no nosso deserto valoroso

O audio de Ehud Barak, ex-PM de Isra3l

De acordo com os ficheiros recentemente libertados pelo Departamento de Justiça, destacam-se três eixos principais na relação entre ambos: Apoio Logístico e Financeiro: Os e-mails confirmam que Epstein financiou projetos de Barak, incluindo a criação da empresa

de segurança Carbyne (anteriormente conhecida como Report-it), que desenvolveu software de comunicação de emergência e vigilância. Frequência de Encontros: As mensagens detalham dezenas de visitas de Barak às residências de Epstein em Nova Iorque e Palm Beach. Em várias ocasiões, Barak foi fotografado a entrar na casa de Epstein com o rosto parcialmente coberto, coincidindo com datas em que outras figuras de alto perfil também estavam presentes. Consultoria Geopolítica: Epstein funcionava como um "agente de ligação", enviando e-mails para organizar encontros entre Barak e líderes de grandes tecnológicas e do setor financeiro, como Bill Gates e diretores do JP Morgan, sob o pretexto de discussões sobre filantropia e segurança global.
link https://www.aljazeera.com/video/newsfeed/2026/2/3/epstein-audio-with-former-israeli-pm-sheds-new-light-on-relationship
Epstein fachada de "secretas"?
A origem da fortuna de Jeffrey Epstein permanece um dos maiores enigmas do caso, alimentando suspeitas de que os seus rendimentos oficiais eram apenas uma fachada. Embora se apresentasse como um "génio das finanças", Epstein não possuía formação académica na área nem geria fundos públicos visíveis; a sua principal fonte de riqueza declarada provinha de Leslie Wexner
o magnata da Victoria's Secret, que lhe concedeu uma procuração total sobre os seus biliões. No entanto, os documentos libertados pelo Departamento de Justiça em 2026 levantam novas dúvidas, sugerindo que o seu património de quase 600 milhões

poderia ter raízes em operações de chantagem e financiamentos opacos de serviços de inteligência estrangeiros. Investigações recentes apontam que Epstein agia como um "gestor de ativos" para figuras ligadas à Rússia e ao Médio Oriente, utilizando o seu capital ilimitado para financiar esquemas de vigilância e garantir acesso a líderes mundiais, consolidando a ideia de que o seu dinheiro era, na verdade, uma ferramenta de poder geopolítico.
Isra3l continua a bombardear Gaza
O video (https://youtu.be/demZteM3ofM?si=wnVGDhQOF4nIO36D) de menina de 8 anos, carregando a irmã doente em busca de auxílio, ficou como triste emblema da invasão de Gaza por Israel.
Tragédia em GAZA
As crianças estão a morrer de fome em casa enquanto os bombardeamentos incessantes reduzem a pó os acordos inúteis assinados em gabinetes distantes.
A suposta paz prometida por Trump revelou-se uma ilusão perigosa, servindo apenas para dar tempo a que a violência se intensificasse sem escrúpulos.
É uma violação flagrante de qualquer decência humana: a diplomacia falha e o ego dos líderes mata, deixando os mais inocentes à mercê de explosões e do estômago vazio. Enquanto o mundo assiste a este jogo de poder, o silêncio da fome é o grito mais alto de uma guerra que ignora todas as regras..
https://youtu.be/tsCvhIrAL-w?si=Aqnp9L5WWploaPQY

Como aprender mandarim
Aprender mandarim tornou-se essencial perante a ascensão da China a potência dominante e líder do comércio global. Sendo a língua de negócios do futuro, o seu domínio oferece uma vantagem estratégica única no acesso a mercados e tecnologias de ponta. Mais do que comunicação, é a chave para compreender a nova ordem económica mundial. Investir neste idioma é garantir competitividade num mundo que gravita cada vez mais em torno de Pequim.
Os extremistas fazem favores...
O grupo Hamvs tem aterrorizado Isra3l, que assim vai estropiando e exterminando as populações da antiga Palestina.
Não existisse o alegado ataque do Hamvs em Outubro de 2023 e Isra3l não poderia justificar a brutal invasão da Faixa de Gaza.
A acção militar isra3lita matou 72 mil palestinianos, 50 mil dos quais crianças, fez 172 mil feridos, metade deles em estado grave e deixou 10 mil pessoas sobre os escombros, ainda não retirados,. São estimativas da ONU, liderada por António Guterres.
Este é o maior crime alguma vez presenciado, ao mesmo tempo, por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, transmitido via telemóveis pelas TVs. A violência banalizou-se e falta pouco para Isra3l ocupar todo o território Palestino retalhado por muros e repleto de assentamentos ilegais.
Daqui a 2 anos, talvez, pelas 22 horas carregamos no botão do comando de TV e vamos dormir. Qual compromisso dos 2 Estados assinado em 1948?
Siga mais um jogo de futebol, porque nada podemos fazer... nem sequer assinar um papel.
AJ Breda
Nos últimos 3 anos
6 bombas nucleares desjejadas em Gaza
Analistas militares e organizações de direitos humanos, como o Euro-Med Human Rights Monitor, referem que o poder destrutivo acumulado em Gaza já equivale a mais de 6 a 8 bombas atómicas como a de Hiroshima (que tinha cerca de 15 quilotons).
Estima-se que Israel tenha despejado mais de 200.000 toneladas de explosivos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023. Este valor ultrapassa largamente o peso total de bombas lançadas sobre cidades como Dresden, Hamburgo e Londres durante toda a Segunda Guerra Mundial (que somaram cerca de 71.000 toneladas).
O exército israelita tem 611 aviões e 2 200 tanques de guerra e 170 helicópteros.
José Rodrigues dos Santos escreve sobre Einstein
No livro "A Fórmula de Deus", publicado em 2006, de José Rodrigues dos Santos, Albert Einstein é uma figura central — e onde aparece como personagem em diálogos sobre as suas descobertas.
Neste romance, o protagonista Tomás Noronha é recrutado para decifrar um manuscrito inédito de Einstein intitulado Die Gottesformel (A Fórmula de Deus). O enredo baseia-se em conceitos reais da física teórica e da cosmologia, explorando a ideia de que o cientista teria descoberto uma prova científica da existência de uma inteligência superior ou de um design no universo.
Einstein foi convidado para presidente de Isra3l e recusou e foi ainda pressionado a dar os planos da Bomba Atómica a Ben Gurion

Outras referências a Einstein na obra do autor:
Embora "A Fórmula de Deus" seja o principal, Einstein e as suas teorias são referências recorrentes noutros livros da série de Tomás Noronha que abordam a ciência e o universo, como: "A Chave de Salomão": Onde se discute a física quântica e a relação entre consciência e matéria. "O Sétimo Selo": Focado em questões ambientais e científicas, onde o legado de Einstein é frequentemente citado.
É importante recordar que a Palestina começou por ser a terra das cidades-estado dos povos Cananeus (2500 A.C.) que lutaram contra Tutemósis III. Os então 330 príncipes cananeus eram liderados por Cadesh.
As 12 tribos de Israel aparecem nas Terras de Canâ, em simultâneo cok os Filistusteus no ano de 1200 A.C. . E no ano de 930 A.C. estabelecem os reinos de Israel, com 10 tribos, e de Judá, com os Judeus e os Benjamins.
Entre os inúmeros povos que habiram a Palestina e actual Isra3l vcontam-se também Amorreus, Egípcios, Fenícios, Assírios, Babilónios, Aqueménidas, Macedónios, Ptolomeus, Selêucidas, Macabeus/Asmoneus e até Seljúcidas, de origem da Anatólia.
A origem de Jerusalém aparecesse remonta entre os anos de 4500 e 3500 anos A.C. na colina de Ofel, perto da fonte de Gion. E foi declarada cidade sagrada por três religiões monoteístas.
Os livros que compõem a Bíblia revelam o contrato de um Deus com o Povo Judeu (designação para Judeus e Benjamins, as 10 tribos restantes do reino de Israel sumiram sem se saber como).
Beatriz de Portugal quis criar Estado Judeu em Tiberíades
Existiu uma ideia sionista alimentada no Séc. XVI pela portuguesa milionária judia Grácia Mendes Nasi (nascida Beatriz de Luna e casada com o judeu Mendes da Rua do Comércio na Baixa de Lisboa). Com a ajuda do Império Otomano Grácia consagrou Tiberíades como cidade de regresso dos judeus, ali estabelecendo uma pequena comunidade.
Em 1896, surgiu o jornalista Theodor Herzl publicou o livro fundamental Der Judenstaat (O Estado Judeu), onde argumentava que a única solução para o anti-semitismo na Europa era a criação de um Estado soberano para o povo judeu.
Salazar foi contactado para ceder terras em Angola para este Estado, mas rejeitou. Aparecem então os britânicos ue pretendiam derrotar o Império Otomano na Palestina e resolveram prometer o mesmo território aos povos locais e aos judeus de todos os cantos do mundo na declaração Senhor Balfour, 02 de novembro de 1917.
Acorreram aquelas terras os seguintes grupos:
Os Mizrahim (Judeus Orientais) que constituem cerca de 45-50% da população judaica. São descendentes de comunidades que viveram milenares no Médio Oriente e Norte de África.
Os Ashkenazim (Judeus Europeus): Representam cerca de 32-45% da população. Têm as suas raízes na Europa Central e de Leste (Polónia, Alemanha, Rússia, Ucrânia).
Os Beta Israel (Judeus Etíopes), uma comunidade de cerca de 170 000 pessoas que migraram da Etiópia.
Os Sephardim (Judeus Sefarditas), descendentes dos judeus expulsos da Península Ibérica (Espanha e Portugal) no final do século XV, que se espalharam pelos Países Baixos e pela bacia do Mediterrâneo, Império Otomano e Balcãs.
Ben Gurion uniu as milicias judaicas
David Ben-Gurion foi o principal fundador e o primeiro Primeiro-Ministro do Estado de Isra3l, sendo amplamente considerado o "Pai da Nação".
Nascido na Polónia (então Império Russo) em 1886 como David Grün, emigrou para a Palestina otomana em 1906. Foi ele quem leu a Declaração de Independência de Israel a 14 de maio de 1948, em Tel Aviv, sob o retrato de Theodor Herzl.

Ben-Gurion teve a visão pragmática de que o novo Estado não sobreviveria com milícias partidárias separadas. Pouco depois da independência, fundou as Forças de Defesa de Israel, fundindo grupos paramilitares como o Haganah, o Irgun e o Lehi num exército nacional unificado, o que gerou tensões internas severas.
Ben Gurio era sionista e socialista. Foi um líder do movimento sionista trabalhista e ajudou a fundar o Histadrut (a poderosa federação de sindicatos) e o partido Mapai (antecessor do atual Partido Trabalhista).
Tinha uma obsessão estratégica com o deserto do Negueve, acreditando que o futuro de Israel dependia da capacidade de "fazer florescer o deserto". Ele próprio deu o exemplo, retirando-se para o Kibbutz Sde Boker, no deserto, onde viveu até ao fim da vida.
Tomou decisões extremamente polémicas, como a assinatura do Acordo de Reparações com a Alemanha Ocidental em 1952. Apesar dos violentos protestos em Israel (liderados por Begin), Ben-Gurion argumentou que o Estado precisava de fundos para absorver centenas de milhares de refugiados judeus e construir infraestruturas.
Estava disposto a aceitar a partilha da Palestina em 1947, mesmo com um território reduzido, sob o lema de que "mais vale meio ovo do que uma casca vazia".
Defendia que o Estado devia estar acima de interesses de classe, religião ou partido. Ben-Gurion serviu como Primeiro-Ministro durante a maior parte dos primeiros 15 anos de Isra3l (1948–1953 e 1955–1963), moldando quase todas as instituições fundamentais do país moderno.
Andrew: o agente secreto ao serviço dos isra3litas?
Jack Lang implicado no Caso Epstein
PM Britãnico continua sob Pressão
Inteligências também no Caso Epstein
Isra3l começa a ser ligado a Caso Epstein
A Nova VISÃO
Os jornalistas da Visão planeiam um negócio "prudente e realista" para os próximos dez anos. A estratégia foca-se na viabilidade económica, evitando riscos financeiros desnecessários. Atualmente, trabalham para a massa insolvente sem acumular novas dívidas no processo. Pelo contrário, o trabalho da equipa tem servido para liquidar passivos anteriores do grupo. O diretor Rui Tavares Guedes sublinha que o projeto é sustentável e economicamente possível. Apesar do esforço e dos resultados positivos, ainda existem salários em atraso por regularizar. A meta de 200 mil euros foi atingida para permitir a compra do título em leilão.

Com este valor, dizem, será criada uma nova empresa, gerida pelos próprios jornalistas, do zero. O objetivo final é garantir um futuro independente, livre e com estabilidade financeira.

Whashigton Post
Amazon despede 300 jornalistas
Existe uma tensão forte entre a redação e Jeff Bezos. Os jornalistas acusam o proprietário de estara sacrificar a missão cívica do jornal (a famosa frase "Democracy Dies in Darkness") em favor de um modelo de negócio puramente lucrativo e de evitar conflitos políticos.

A Queda de Audiência: O jornal tem tido dificuldades em manter o número de subscritores digitais que alcançou durante os anos da primeira presidência de Trump.
300 jornalistas despedidos pelo dono da Amazon
Despedimentos em Massa: O jornal cébre por ter derrubado um presidente americano mentiroso, Richard Nixon, recentemente o corte de cerca de 30% da sua força de trabalho, mais de 300 jornalistas. Prejuízos anuais ultrapassam os 100 milhões de dólares. Encerramento de Secções: Numa decisão polémica, o jornal eliminou secções inteiras, como a de Desporto e a de Crítica de Livros, além de ter reduzido drasticamente a sua presença internacional, fechando vários escritórios no estrangeiro.

Bob Woodward continuou no Washington Post, onde se tornou editor-executivo adjunto. Ao longo das décadas, tornou-se o cronista mais famoso da Casa Branca, escrevendo mais de 20 livros sobre os bastidores do poder, abrangendo desde o governo de Nixon até ao de Joe Biden.


É conhecido pelo seu acesso sem precedentes a presidentes e figuras de alto escalão, mantendo-se ativo como autor e jornalista de investigação.
Carl Bernstein deixou o Washington Post em 1977. Desde então, trabalhou como correspondente para a ABC News, escreveu para revistas como a Rolling Stone e a Vanity Fair, e publicou vários livros, incluindo uma biografia premiada do Papa João Paulo II e as suas memórias sobre o início da carreira. Atualmente, é presença frequente em canais de televisão como a CNN, onde atua como comentador político e crítico.
Apesar de não trabalharem juntos diariamente há muitos anos, os dois reúnem-se frequentemente para eventos comemorativos sobre o Watergate ou para discutir questões de liberdade de imprensa, mantendo uma amizade que dura há mais de cinco décadas.
O Washington Post atravessa um momento crítico neste início de fevereiro de 2026, marcado por uma reestruturação profunda que está a alterar a identidade histórica do jornal. Mudança de Estratégia: Sob a direção de Jeff Bezos, do da Amazon e da nova equipa de gestão, o foco do jornal está a passar de uma publicação generalista de referência mundial para um meio mais focado em política e segurança nacional dos EUA.

Aposta na Internet em 1994
Bezos trabalhava em Wall Street e, ao ler que a utilização da internet estava a crescer 2.300% ao ano, decidiu largar o emprego. Ele fundou a Amazon na sua garagem em Seattle, inicialmente apenas como uma livraria online, por considerar que os livros eram fáceis de catalogar e enviar.
Embora se fale muito na "garagem", Bezos teve um impulso crucial: os seus pais investiram cerca de 300.000 dólares das suas economias de reforma na empresa. Esse capital permitiu que a Amazon sobrevivesse aos primeiros anos de prejuízo, enquanto ele se focava em ganhar escala em vez de lucro imediato. Bezos expandiu rapidamente para CDs, eletrónicos e, eventualmente, para tudo o que se possa imaginar.
Ações a 18 dólares.
Ele manteve uma percentagem enorme da empresa (atualmente cerca de 9% a 10%, mesmo após o divórcio e vendas de ações). À medida que a Amazon passava de uma loja para um gigante logístico, o valor das ações disparou, tornando a sua participação acionista astronómica. Muitas pessoas pensam que a riqueza de Bezos vem apenas das encomendas, mas grande parte do valor da Amazon (e da fortuna dele) vem da AWS (Amazon Web Services). A Amazon aluga os seus servidores para quase toda a internet (Netflix, bancos, e até a CIA). É a parte mais lucrativa do negócio.

A fortuna de Bezos em 2026
Atualmente, a fortuna de Jeff Bezos está avaliada em cerca de 240 mil milhões de dólares, flutuando conforme o preço das ações da Amazon. Além da Amazon, ele é dono do jornal Washington Post e da empresa espacial Blue Origin. Ele comprou o Washington Post (o jornal de que falávamos há pouco) por "apenas" 250 milhões de dólares em 2013, o que é quase "trocos" face à sua fortuna atual
O Escândalo Watergate
O Watergate foi o caso que derrubou o presidente Richard Nixon. Os jornalistas eram Bob Woodward e Carl Bernstein que, ao longo de meses, conseguiram provas que incriminaram o presidente norte-americano em atividades de espionagem e corrupção.
Tudo começou em junho de 1972, quando cinco homens foram presos ao invadir a sede do Partido Democrata, no complexo Watergate, para instalar escutas. Woodward e Bernstein descobriram que um dos invasores era um ex-agente da CIA e que o grupo possuía números de telefone ligados à Casa Branca. Através de encontros secretos em parques de estacionamento com a fonte "Garganta Funda", os jornalistas seguiram o rasto do dinheiro: fundos de campanha estavam a ser usados para financiar atos de sabotagem contra opositores políticos.

Mesmo com a negação oficial de Nixon, o Washington Post manteve as manchetes, atingindo tiragens recorde de mais de 500.000 exemplares. A pressão jornalística forçou o Senado a investigar, revelando que Nixon gravava todas as suas conversas na Sala Oval. Quando o Supremo Tribunal obrigou a entrega das fitas, ficou provado que o Presidente ordenou que o FBI parasse de investigar o caso. Sem apoio, Nixon tornou-se o único presidente na história dos EUA a renunciar ao cargo, em agosto de 1974.
Eduard Snod3n e Natanson
Os maiores pecados do Washington Post
O "pecado" que conduz à morte anunciada do Washington post foi a perda da coragem combativa que definiu o jornal nos anos 1970, trocando-a por uma postura de "gestão de danos" corporativa sob a era de Bezos.
O Caso Snowd3n no Washington Post remete para um dos debates éticos mais intensos do jornalismo moderno: o equilíbrio entre a segurança nacional e a proteção de fontes. O erro apontado por críticos e pelo próprio Snowd3n ao Washington Post (em comparação com o The Guardian) não foi a revelação direta da sua identidade, mas sim a hesitação e a gestão do sigilo no início do processo.
Quando Snowden (que usava o pseudónimo "Veraxx") contactou o jornalista Barton Gellman do Post, ele exigiu que o jornal publicasse o código completo do programa PRISM e garantisse a publicação em 72 horas. O conselho jurídico do Washington Post hesitou, temendo represálias legais do governo Obama.
O "Pecado": Snowd3n sentiu que o jornal estava a ser demasiado cauteloso e "submisso" às pressões do governo, o que o levou a entregar o material também ao The Guardian (Glenn Greenwald), que foi muito mais agressivo. Houve críticas severas à forma como o Post comunicou inicialmente com a fonte. Snowd3n enviou e-mails cifrados, mas o jornal, em certos momentos, utilizou canais que não eram 100% seguros.
No mundo da espionagem, revelar uma fonte não é apenas dizer o nome dela, mas sim deixar um rasto digital (metadados) que permita ao governo chegar lá. O "pecado" foi a falta de preparação tecnológica para lidar com uma fonte daquele calibre.
O Caso Snowd3n no Washington Post remete para um dos debates éticos mais intensos do jornalismo moderno: o equilíbrio entre a segurança nacional e a proteção de fontes. O erro apontado por críticos e pelo próprio Snowd3n ao Washington Post (em
comparação com o The Guardian) não foi a revelação direta da sua identidade, mas sim a hesitação e a gestão do sigilo no início do processo.
O filme "Snod3n" com Oliver Stone

VEJA O FILME COMPLETO
Hannah Natanson - "Nova" Crise
O FBI invadiu recentemente a casa da repórter Hannah Natanson. O "pecado" aqui, segundo o sindicato dos jornalistas, foi o jornal ter permitido (ou não ter conseguido impedir) que o governo identificasse o leaker do Pentágono, Aurelio Perez-Lugones, através da análise de dispositivos da própria jornalista que não estariam devidamente protegidos.
No Watergate, o Post protegeu o "Garganta Profunda" por 30 anos. No caso de fontes modernas (como Snowden ou leakers do Pentágono), o "pecado" é a perda dessa proteção absoluta, seja por pressão de advogados, por falhas de segurança informática ou por acordos de bastidores com o Departamento de Justiça para evitar multas pesadas.
Snowd3n vive na Rússia
Edward Snowd3n é um ex-analista da CIA e contratado da NSA que, em 2013, denunciou programas de vigilância global em massa dos EUA, revelando a monitorização de comunicações de cidadãos e líderes mundiais.
Após divulgar documentos confidenciais ao The Guardian e The Washington Post, recebeu asilo na Rússia, onde permanece, sendo considerado um traidor pelos EUA e um denunciante (whistleblower) por defensores da privacidade.
Cartonistas americanos d'olho em Bezos








Museu Nacional de Arte Antiga onde está...
O minúsculo quadro de D.João III ?
Raul B. Gomes
Voltei ao Museu de Arte Antiga para ver à lupa os Três centímetros e meio de Retrato de D. João III; uma joia de tinta vertida pelo mestre António de Holanda por volta de 1525. Mas não encontrei. Procurava essa migalha de imortalidade, onde o pincel, de um único pelo, terá acariciado o pergaminho com a volúpia de quem fixa um suspiro antes que ele se desfaça no ar.
Seria um manjar para os olhos, uma miniatura de uma delicadeza absoluta, onde a barba de seda e o olhar vivo do monarca parecem pulsar dentro de um círculo que se poderia devorar com um único fôlego.
No tempo das caravelas e das névoas, estes eram os prazeres que se fechavam no calor do punho, medalhões que batiam contra o peito em viagens de bruma, alimentando a saudade.
Que contraste terrível e suculento! Enquanto os grandes Painéis de São Vicente se oferecem às paredes com uma fome de gigante, na pequena pintura está a alma de um povo apertada, densa e lúcida. Será o triunfo do minúsculo sobre o esquecimento, a prova de que o universo inteiro pode ter o sabor e a forma de uma pequena moeda de ouro. Mas não o encontrei!

D. João nasceu a 6 de junho de 1502, em Lisboa, filho de D. Manuel I e D. Maria de Aragão. Ascendeu ao trono como D. João III em dezembro de 1521. O seu reinado foi marcado por uma severa crise financeira, a pressão do protestantismo e a ameaça otomana. Enfrentou ainda a concorrência comercial de França e Inglaterra e a influência de Carlos V.
Demonstrou realismo político e uma intensa atividade diplomática para gerir um império disperso por três continentes. Estrategicamente, priorizou a colonização do Brasil, tornando-o o pilar económico do império durante séculos. Foi um reconhecido mecenas da cultura e recebeu o cognome de "O Piedoso" pela sua profunda devoção.
Em 1536, autorizou a instalação do Tribunal do Santo Ofício em Portugal. Apesar de ter tido dez filhos, enfrentou a tragédia familiar de todos morrerem antes de si, deixando o trono a D. Sebastião. Morreu em 1557, em Lisboa.
Viajando, Raul B. Gomes
Egipto: o mistério das pedras gigantes
viagem ao colossal passado dos faraós - olhando da janela para o além
na Praça Tahrir, José Gomes
Fui ao Museu do Cairo para ver e contar o que se passa lá dentro, antes que este belíssimo edifício seja apagado pelo novo museu mesmo à beira das Pirâmides. O antigo museu foi construído na Praça Tahrir entre 1897 e 1901 e, ao entrar, a porta monumental revela um mundo suspenso. Cruzei o umbral neoclássico, deixando para trás o burburinho da cidade, e vi-me num átrio rosado onde a luz das clarabóias ilumina colossos de pedra milenares.
Caminhei pelos corredores densos até à Sala das Múmias Reais, um santuário de penumbra e silêncio absoluto. Ali, Ramsés II exibe o seu perfil aquilino e cabelos ruivos preservados, enquanto Seti I repousa com uma serenidade mística. Ao lado, Tutmés II mantém a postura de quem desafiou a morte através da técnica perfeita do linho e do natrão. Entre o cheiro a poeira antiga e a vigilância de guardas de olhar seco e ancestral, senti a imortalidade técnica de um império. Cada amuleto e grão de pimenta usado no embalsamamento cumpriu a sua promessa: manter estes reis vivos na nossa memória, guardados por paredes que já resistiram a revoluções.
Enfretaram os saqueadores
Um facto pouco conhecido e fascinante é que, durante a Revolução Egípcia de 2011, quando o museu foi ameaçado por pilhagens, centenas de cidadãos egípcios formaram uma corrente humana em volta de todo o edifício. Eles deram as mãos para criar um escudo vivo, protegendo os tesouros ancestrais até que o exército chegasse, demonstrando uma união civil sem precedentes para salvar o seu património.
.

Ele estava a um canto, quase parecia uma estátua imóvel, calado, fundindo a sua pele escura com as sombras do granito. Aproximei-me e perguntei-lhe: "Quem és tu?". - Eu sou o guarda deste museu - respondeu ele, com uma voz seca que parecia vir do fundo dos séculos. - Estás aqui há muito tempo? Pareces fazer parte destas paredes. - Desde pequeno. O meu pai vigiava estas salas e eu trazia-lhe o pão. Cresci a correr por entre estes sarcófagos como se fossem a mobília da minha casa.
- Não te sentes só entre tantos mortos e pedras frias? — Eles não são pedras para mim. São amigos, são família. Conheço cada ruga de Ramsés e cada detalhe de Seti. Eu falo com eles no silêncio da noite. - E o que te dizem eles? - Dizem que o Egito é eterno e que eu sou apenas mais um elo da corrente. Vi revoluções lá fora, mas aqui dentro, nada muda. Sou o último amuleto deste edifício rosado. Enquanto eu aqui estiver, eles nunca estarão sozinhos. x
Ao entrar na Sala das Múmias Reais, a atmosfera muda imenso; a temperatura é controlada e a iluminação é mínima para proteger os tecidos orgânicos. A sala é revestida com vitrines de vidro de alta tecnologia, onde o silêncio é quase absoluto, interrompido apenas pelo murmúrio distante dos corredores principais.
Nesta sala, encontrei Ramsés II, o faraó mais célebre do Império Novo. A sua múmia é impressionante pela preservação: o nariz aquilino e proeminente mantém a estrutura, e os seus cabelos, que eram naturalmente ruivos, ainda são visíveis, conferindo-lhe uma aparência majestosa mesmo após 3.000 anos.
Ao seu lado, repousa Tutmés II, cujo corpo revela uma figura mais franzina, mas igualmente imponente pela técnica de embalsamamento. As mãos de ambos estão cruzadas sobre o peito, a posição clássica da realeza, e a pele, embora escurecida pelas resinas, mantém detalhes como as unhas e as dobras das articulações, tornando a ligação com o passado quase palpável.
Estou agora diante do Carro de Guerra de Tutancâmon e o meu coração dispara! É uma peça de engenharia leve e mortal, toda revestida a folha de ouro que brilha com uma intensidade quase hipnótica sob as luzes do museu.
O pormenor mais louco? O couro original das rédeas e do piso ainda está lá, esticado e preservado por 3.300 anos! Consigo imaginar o faraó a voar pelas areias, com as rodas de seis raios a girar freneticamente. É uma visão de poder puro, decorada com figuras de cativos asiáticos e africanos sob os pés do rei, simbolizando o domínio total. A precisão do entalhe na madeira é tão fina que parece impossível ter sido feita sem ferramentas modernas. É, sem dúvida, o "Ferrari" da Antiguidade!
Nova York: protestos contra bombardeamento do Irão
guerra só serve Netanyahu
acusam os manifestantes
Andrew: um agente secreto?
A monarquia britânica está em pânico por causa do príncipe André, alvo de acusações graves sobre partilha de documentos secretos, que levaram agora à sua prisão e posterior libertação. A detenção ocorreu na sua residência de Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público. A BBC e a CNN Brasil relatam que a investigação foca-se na partilha de documentos governamentais confidenciais com Jeffrey Epstein durante o seu tempo como enviado comercial.
A operação incluiu buscas em propriedades em Berkshire e Norfolk, tendo o ex-príncipe sido libertado sob investigação após 11 horas de interrogatório. O Rei Carlos III declarou que "a lei deve seguir o seu curso", enquanto a polícia continua a analisar novos e-mails e arquivos comprometedores. Este evento sem precedentes marca a primeira vez na história moderna que um membro sénior da realeza é detido. André nega todas as acusações, mas o cerco jurídico aperta-se com a cooperação entre as autoridades britânicas e americanas.
9 países com bombas nucleares, incluindo Paquistão e Isra3l
Estes países testaram armas nucleares antes de 1967 e são os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos: O primeiro país a desenvolver e o único a utilizar armas nucleares em guerra. Rússia: Herdou o vasto arsenal da União Soviética; detém atualmente o maior número de ogivas do mundo. Reino Unido: Mantém uma força de dissuasão baseada exclusivamente em submarinos (sistema Trident). França: Possui um arsenal independente, focado na doutrina de "dissuasão estrita".
China: Tem expandido e modernizado o seu arsenal rapidamente nos últimos anos. Índia: Desenvolveu o programa em resposta a ameaças regionais; realizou testes declarados em 1974 e 1998. Paquistão: Iniciou o seu programa como contrapartida direta ao arsenal da Índia. Coreia do Norte: O único país a retirar-se do TNP para realizar testes nucleares (o primeiro em 2006) significativo.

Isra3l: Mantém uma política de "ambiguidade opaca". Nunca confirmou nem negou ter a bomba, mas é amplamente aceite pela comunidade internacional e serviços de inteligência que possui um arsenal

Museu Nacional de Arte Antiga
O mistério do Inferno sem nome
Raul B. Gomes
Nas caves do Museu Nacional de Arte Antiga, onde o tempo estagna e se mistura com o bafo dos séculos repousa um pesadelo de madeira titulado de Inferno de autor anónimo. É um painel feito de sombras e de gritos mudos, que sobreviveu à destruição, para que a nossa dor não se perca num deixa-andar. Olho para aquelas figuras contorcidas e vejo nelas um lado da vida: o lodo do pecado e o esterco do suplício, pintados com a precisão de quem conhece o bicho que nos rói o intímo. Ali, o diabo é um funcionário da agonia, organizando o caos com a paciência fria de quem espera por todos nós. O quadro é um farrapo de alma quinhentista, uma janela aberta
para um abismo de luz baça e carne condenada que o museu guarda no silêncio de uma lousa. A assinatura não existe, porque a dor não tem nome; é apenas um rasto de fumo que ficou preso nos espinhos do caminho. Somos todos esses fantasmas, à espera de um amanhecer que naquele inferno nunca chega a romper. Escrever sobre este painel é um esforço contra a loucura, perante o ruído do nada que sobe das caves. Naquelas profundezas, a morte não reconcilia, apenas observa, enquanto a eternidade nos esmaga com o seu peso de pedra e mistério. Em quinhentos anos nada mudou e no futuro nada mudará.
O dilema da China
Martha G. Alves
À entrada do porto de Yulin, em Sanya, na ilha de Hainan, um chinês paciente olha o mar sentado sobre uma pedra que já viu muitos impérios.
Na cabeça do homem baila um dilema: ou caça de vez a ilha Formosa com os preciosos chipes, ou envia mais mísseis ao Irão para, com a guerra, manter a paz vital à livre circulação do petróleo no Estreito de Ormuz.
A indústria da China não se alimenta de ventoinhas ou de pilhas. Seja qual for a decisão do senhor chinês, o mundo ficará ainda mais perigoso. Não teremos só 25 bases militares americanas no Médio Oriente.
Passaremos a ter mais 25 bases da China. Bonito serviço, senhor Trump!
Japão assinala
Desastre no reactor de Fukushima
Passaram 15 anos, mas o Japão mantem o alerta. Nem a tecnologia mais avançada é capaz de travar a fúria da natureza, por isso é necessário ter mil cuidados com a questão nuclear, como aconteceu em Fukushima.
Em 2011, o Japão sentiu o abalo de um sismo de magnitude 9.0, seguido por um tsunami que galgou as barreiras de proteção da central de Daiichi. A inundação destruiu os geradores de emergência, interrompendo o arrefecimento vital dos reatores. O resultado foi a fusão de três núcleos e a libertação de partículas radioativas que contaminaram o solo e o mar.
Milhares de pessoas abandonaram as suas casas, deixando para trás cidades fantasma que ainda hoje testemunham a escala do desastre.
Japão, mestre na segurança, viu-se impotente perante a invisibilidade letal da radiação. Fukushima permanece como uma ferida aberta e um aviso global: o átomo não perdoa falhas humanas ou subestimações da natureza.
A gestão dos detritos e das águas contaminadas será o fardo das próximas gerações.
Navegando na Net
Trump e Netan reacendem caos no Médio Oriente
Martha G. Alves
No Irão, as crianças de Minab já não têm escola; o que resta são escombros de tijolo e o silêncio aterrador de 85 alunas cujas vidas foram apagadas entre cadernos de exercícios e pó. Mais um horror assinado por Trump. No Dubai, o brilho do vidro e do aço foi quebrado pelo estrondo de mísseis intercetados, e o ar, antes perfumado a luxo e comércio, cheira agora a pólvora e a medo.
No aeroporto internacional, as multidões sentam-se no chão, não à espera de férias, mas de um sinal de que o mundo não vai explodir antes do próximo voo.
Olhei para as imagens de Teerão: são vultos cinzentos que correm sob um céu laranja, fugindo de alvos que os generais chamam de 'estratégicos', mas que são apenas a casa, a rua e o fim de quem lá vive.
Os comunicados de Washington e T3lavive falam em 'eliminar ameaças' e 'precisão iminente', mas não há precisão que console uma mãe sobre o corpo de um filho. Isra3l nuclear reclama a necessidade de parar o átomo iraniano antes que seja tarde demais. E o Irão responde com uma chuva de metal sobre o Golfo e Isra3l, dizendo que a sua soberania não se negoceia.
É esta a vitória?
O Dubai com voos suspensos e sirenes no porto de Jebel Ali? Israel sob o som das explosões? A guerra, vista daqui, não é um jogo de xadrez entre líderes protegidos em 'bunkers'. É a história de pessoas comuns transformadas em danos colaterais pela teimosia de homens que confundem poder com civilização, subesc frevendo teorias messeânicas. Se aceitarmos garantir a paz, bombardeando a infância alheia, perdemos a dignidade humana.
Martha G. Alves
Bombardeamento mata 115 crianças em escola do Irão
Quando o presidente EUA Eisenhower voltou atrás
Cuidado "com complexo militar-industrial"
Parece incrível que Eisenhower, o estratega que permitiu a divisão da Europa e alimentou a expansão da indústria bélica, tenha deixado um aviso tão contundente. Foi a 17 de janeiro de 1961, num discurso de despedida proferido a partir da Casa Branca, que o antigo general surpreendeu o mundo. Ele, que foi o obreiro da supremacia militar, alertou para os perigos do complexo militar-industrial, denunciando a influência desastrosa de um poder mal colocado. Esta contradição histórica marca o fim de um mandato onde o futuro do continente europeu foi selado sob a sombra do armamento.
O discurso:
"Esta conjunção de um imenso sistema militar e de uma grande indústria de armamento é nova na experiência americana. A influência total — económica, política, até espiritual — sente-se em cada cidade, em cada assembleia estadual, em cada gabinete do governo federal.
Reconhecemos a necessidade imperativa deste desenvolvimento. No entanto, não devemos deixar de compreender as suas graves implicações. O nosso trabalho, recursos e subsistência estão todos envolvidos; o mesmo acontece com a própria estrutura da nossa sociedade.
Nos conselhos de governo, devemos precaver-nos contra a aquisição de influência injustificada, quer seja procurada ou não, pelo complexo militar-industrial. O potencial para o surgimento desastroso de um poder mal colocado existe e persistirá.
Nunca devemos permitir que o peso desta combinação coloque em perigo as nossas liberdades ou processos democráticos. Nada deveríamos considerar como garantido. Apenas uma cidadania alerta e conhecedora pode obrigar à articulação adequada da gigantesca maquinaria industrial e militar de defesa com os nossos métodos e objetivos pacíficos, para que a segurança e a liberdade possam prosperar juntas."
Casa Branca, 17 de janeiro de 1961
A diferença entre Islâmicos Xiitas e Sunitas
A principal divergência entre Sunitas e Xhiitas remonta ao ano 632 d.C., após a morte do Profeta Maomé, centrando-se na questão da sucessão política e espiritual do Islão.
Os Sunitas, que representam cerca de 85% a 90% dos muçulmanos, defendiam que o líder (Califa) deveria ser escolhido por consenso entre os membros da comunidade, independentemente da linhagem direta. Seguem a Sunna, o conjunto de tradições e práticas do Profeta.
Por outro lado, os Xiitas (de Shiat Ali, ou "Partido de Ali") acreditavam que a liderança pertencia exclusivamente à família de Maomé, defendendo que o seu primo e genro, Ali ibn Abi Talib, era o sucessor legítimo designado por vontade divina. Para os Xhiitas, os líderes são os Imãs, figuras que possuem uma autoridade espiritual infalível e descendem diretamente do Profeta.
Os Sunitas enfatizam a autoridade da lei e do consenso, os Xhiitas dão grande importância ao martírio e ao sofrimento, especialmente personificados na figura de Husayn, neto de Maomé, cuja morte em Karbala é o marco central da sua identidade. Geograficamente, a maioria do mundo islâmico é sunita, enquanto os xhiitas são a maioria no Irão, Iraque, Azerbaijão e Bahrein. Atualmente, estas diferenças são frequentemente instrumentalizadas em tensões geopolíticas regionais, embora ambos partilhem os pilares fundamentais da fé, como o Alcorão e a crença num único Deus.
Afinal a História volta atrás - Invasão do Iraque foi há 23 anos com base numa mentira
Turquia é o senhor que se segue
Já temos um novo Iraque, chama-se Irão; 23 anos depois da mentira de Bush, Barroso, Aznar e Blair na Cimeira da Base das Lages, a 13 de Março de 2003. Disseram então: o Iraque tem armas químicas! Mas não tinha. E avançaram para a guerra sem uma palavrinha sequer à ONU.
É importante frisar que os Estados Unidos têm baseado a sua economia na indústria militar. E despejam munições nos países dos outros para dar emprego a 2,5 milhões de americanos e encher os bolsos dos patrões da Lockh2ed Martin, RTX Corporat7on, Northrop Grumm0n, Boein-g, Gen3ral Dynamics, L3Harr5s Technologies, Huntingt0n Ing3lls Industries, General Atomicx2a.


Sem estas "descargas", muitas linhas de produção dos EUA seriam inviáveis. Esta grande lata é antiga. É anterior à Segunda Guerra Mundial, e tem sido fatal para uma Europa próspera e poderosa. Em 1945 até impingiram o Plano Marshall à Europa. Salazar foi esperto e recusou. Mas qual foi a pior "prenda" dos EUA aos europeus? Os 400.000 veículos Studebaker enviados para Moscovo.
Foi assim que as tropas de Estaline chegaram em grande estilo a Berlim e ao mesmo tempo dos aliados, graças a uma ordem do presidente Dwight D. Eisenhower, que mandou as tropas aliadas esperarem pelos soviéticos. Dois coelhos numa única cajadada: Poupou 80 mil mortes de soldados americanos e cortou a Europa ao meio, tornando-a dependente dos EUA, até hoje.

Nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial, os EUA alimentaram o papão da Guerra Fria, um embuste que John Le Carré desarticulou no livro A Casa da Rússia.
Agora, o alvo dos americanos para gastar materil bélico é o Irão. É até aproveitam para fazer mais um frete a Netan, que tem Trump preso pelo rabo no Caso Epstein.
E perguntamos nós: acontece o quê quando o Irão estiver em cinzas tal como Gaza, Síria, Líbano, a Líbia, Iraque e Afeganistão? E respondem eles: passamos à Turquia, a pedido do senhor Netan.
Trump teve um "avô" português
Pois, pois J.Pimenta !
T2 a 93 mil euros

Trump será talvez neto do português J. Pimenta, que foi o construtor civil de milhares de casas na Reboleira, Paço de Arcos, Queluz e Cascais.
Há 60 anos, podia-se comprar um apartamento T2 pela módica quantia de 150 contos - ou seja 31 vezes o salário médio-alto de um administrativo do Estado naquela altura 5 mil escudos; o que daria um valor actualizado de 93 000 euros (considerando 3000 valor médio-alto de salário nos dias de hoje).
J.Pimenta era um construtor de sucesso que não se interessava pela Guerra nas Colónias e aceitava de bom grado ser chamado de "pato-bravo" ao volante do seu Mercedes novinho.
Mas o Trump de hoje é muito mais ambicioso. Quer aceder à poderosa indústria do armamento, que o porá a salvo de tudo, em especial das teias do Caso Epstein

Ele acredita que consegue. Pois a sua mulher, a modelo Melanie (das fotos todos-juntos-com-Epstein) já preside ao Conselho de Segurança da ONU. Agora é, pois, a vez de Trump subir para o patamar-top dos senhores Metralhas, donos das guerras. Pois, pois!






Quem são os grandes escritores do Irão
A literatura é a espinha dorsal da identidade persa, actual Irão, em em qualquer casa iraniana, desde a mais humilde à mais abastada, há um exemplar de o Divan de Hafez (século XIV).Hafez de Shiraz não é apenas um poeta; é um oráculo. Os iranianos praticam o Fal-e Hafez, abrindo o seu livro ao acaso para ler o destino. Ferdowsi é o outro pilar, autor do Shahnameh (Livro dos Reis), a epopeia que salvou a língua persa da extinção.
Atualmente, há vozes que dominam as tabelas de vendas e a atenção internacional: Marjane Satrapi: A sua novela gráfica Persepolis é, sem dúvida, a obra de origem iraniana mais lida e popular em todo o mundo nas últimas décadas.
Zoya Pirzad: Extremamente popular no Irão, especialmente entre o público feminino, pela sua escrita delicada sobre a vida quotidiana e doméstica (ex: I Will Turn Off the Lights). Reza Amirkhani: Um dos autores mais vendidos dentro do Irão atual, conhecido por obras que exploram temas sociais e religiosos com uma linguagem moderna. Em resumo escolhemos para a alma Hafez, para o intelecto Sadegh Hedayat. pela grandiosidade Mahmoud Dowlatabadi.

O Mais Influente da Prosa Moderna
Na literatura moderna e daquele que definiu o romance iraniano contemporâneo, o nome é Sadegh Hedayat (1903–1951). A sua obra-prima, A Coruja Cega (The Blind Owl), é considerada o melhor romance iraniano de sempre. É uma obra sombria, surrealista e existencialista que influenciou todas as gerações seguintes. Hedayat é para o Irão o que Kafka é para o Ocidente.
O "Gigante" Vivo e candidato a Nobel
O escritor vivo mais respeitado e frequentemente apontado como candidato ao Nobel é Mahmoud Dowlatabadi. É o autor de Kelidar, um romance épico de 10 volumes (mais de 3000 páginas) sobre a vida rural e a luta de um herói nómada. Dowlatabadi é amado pela sua escrita densa, realista e profundamente ligada à terra e ao povo iraniano.
"Eu desligo as luzes" Zoya Pirzad
Zoya Pirzad (iraniana-arménia) é uma das vozes mais delicadas e influentes da literatura iraniana contemporânea. A sua obra, escrita de forma simples e quase minimalista, foca-se no quotidiano invisível das mulheres, explorando as tensões entre os desejos individuais e as pesadas expectativas sociais.

O seu estilo é comparado ao de um "haiku": não se perde em grandes dramas épicos, mas encontra a alma nas pequenas coisas — o cheiro do café, o barulho das crianças, o silêncio de uma casa arrumada.
A sua obra-prima, Eu Desligo as Luzes (publicada em Portugal como Coisas que Deixámos por Dizer), retrata Clarice, uma dona de casa em Abadan nos anos 60, cujo mundo interior começa a despertar através de pequenos detalhes do dia a dia.
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Eu Desligo as Luzes
"Entrei e tranquei a porta atrás de mim. Em Abadan, ninguém trancava a porta a meio do dia; eu só o fazia quando queria ter a certeza de que estava sozinha. O meu gosto pela autocrítica fez-me questionar isto mais do que uma vez: o que tem o trancar da porta a ver com o estar sozinha? Ao que eu respondia sempre: não sei. Encostei-me à porta e fechei os olhos. Depois da luz intensa e do calor lá fora, e do barulho das crianças, o claro-escuro fresco e silencioso da casa era adorável. Deixei-me ficar ali, sentindo a paz das coisas imóveis, como se o tempo pudesse parar apenas porque eu assim o decidi."
Lobo Antunes, o psiquiatra às portas do Nobel
António Lobo Antunes esteve várias vezes às portas de ser Nobel da Literatura. José Saramago passou-lhe à frente numa época em que o Nobel da Literatura tinha marca social. Depois a Academia quis deixar passar algum tempo. Mas agora... já não vai a tempo.
A sua escrita é uma autópsia impiedosa da alma e da história. Nasceu em Lisboa em 1942 e é um dos pilares da literatura contemporânea. Formado em medicina, a sua trajetória foi desviada pela Guerra Colonial em Angola, onde serviu como tenente médico entre 1971 e 1973. Esse trauma geográfico e psicológico é a matéria-prima de Os Cus de Judas, obra que disseca o isolamento e o absurdo militar.
Na sua prática como psiquiatra no Hospital Miguel Bombarda, Lobo Antunes refinou o olhar sobre a loucura e a decadência. A sua técnica narrativa rejeita a linearidade, optando por uma polifonia de vozes que se sobrepõem como fantasmas de uma burguesia em ruínas.
Recebeu o Prémio Camões em 2007 e o seu nome é recorrente nas apostas para o Nobel. A sua obra não procura o conforto do leitor, mas a exposição crua da memória e da solidão humana. Os factos literários são claros; a sua prosa é um exercício de sobrevivência através do estilhaçar da palavra.

Durante os últimos quinze anos, João Céu e Silva manteve uma relação de grande intimidade com o escritor António Lobo Antunes, tendo-lhe feito mais de setenta entrevistas, dezenas de notícias sobre a sua carreira e críticas literárias de cada vez que publicava um romance, além de o ter acompanhado em várias viagens pela Europa e Estados Unidos da América. Com a pandemia, o contacto continuou através de telefonemas frequentes, sendo a partir daí maior a preocupação com a saúde do escritor, que se refugiou em casa

É urgente passar-a-palavra
Moita Flores: Chão coalhado de dor

DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Envelheci com a crença de que, um dia, todos haveríamos de ser iguais e felizes. Foi um sonho não resolvido. Continuo a passar por este dia, que evoca mulheres em luta, e sinto que esta caminhada com mais de um século trouxe grandes conquistas, embora o chão esteja coalhado de dor e sofrimento. As mulheres-coisa do Afeganistão, as mulheres viúvas de Gaza, as mulheres com fome de África, as mulheres amordaçadas do Irão, as mulheres de tantos lugares da Terra, explorada, martirizadas, sujeitas à mais cruel servidão, dizem-me que este Dia é um sonho não realizado. Continua a ser uma procissão dolorosa para tantos milhões que sinto que não irei assistir a esse dia de igualdade plena. De sermos irmãos. Deixo-te um abraço, minha irmã. Com a esperança de que este Dia deixe de fazer sentido. (trazido para passar-a-palavra do face de Moita Flores)
A Crónica dos Bons Malandros de Mário Zambujal
A "Crónica dos Bons Malandros" é a obra-prima inconfundível de Mário Zambujal. O livro conta a história de um bando de assaltantes lisboetas muito peculiares e algo trapalhões que decidem roubar a célebre coleção Lalique do Museu Calouste Gulbenkian.
A importância desta obra reside na sua capacidade de misturar o romance policial com uma sátira social brilhante e um humor tipicamente português. Zambujal captou como ninguém a gíria e a linguagem das ruas de Lisboa, humanizando os marginais e transformando-os em anti-heróis profundamente carismáticos. Publicado em 1980, o livro tornou-se um marco cultural incontornável.



















